jueves, 27 de abril de 2017

Brasil: Governo pode autorizar agrotóxicos cancerígenos por medida provisória!.... MST

A população está a mercê de um sistema regulatório capturado. A "Lei de Agrotóxicos" terá grande impacto negativo sobre a saúde das pessoas. Assine já pela aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos!
Da Campanha Contra os Agrotóxicos

 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), juntamente com representantes das industrias de agrotóxicos elaboraram uma proposta de Medida Provisória (MP) que altera a lei 7.802 de 1989, conhecida como Lei de Agrotóxicos e que terá grande impacto negativo sobre a saúde das pessoas.
A MP prevê que agrotóxicos que de cara causem efeitos crônicos gravíssimos como o câncer, distúrbios hormonais e reprodutivos ou malformações possam ser comercializados no Brasil. A nova redação dada a lei de agrotóxicos prevê que seja proibido o registro de agrotóxicos “que revelem um risco inaceitável de acordo com os resultados atualizados de experiências da comunidade científica para características teratogênicas ou carcinogênicas ou mutagênicas”, mas também para danos ao aparelho reprodutor, retirando ainda a proibição por conta de distúrbios hormonais como previsto na lei de 1989.


Como é hoje? 

 
A legislação de agrotóxicos vigente prevê a proibição do registro de agrotóxicos que causem efeitos sobre o sistema reprodutivo e hormonal, mutação no material genético, câncer e malformações fetais (teratogenicidade). A avaliação do tipo de dano que um agrotóxico pode causar é feita pela Anvisa, a partir da análise dos efeitos tóxicos observados nos testes realizados pelas indústrias.
Diga-se de passagem que esses estudos são muito limitados pois não tem sensibilidade para identificar todos os efeitos para uma pessoa que os agrotóxicos podem causar, além do fato dos testes investigarem apenas um agrotóxico por vez. Efeitos como diabetes, sobre a tireóide, cardovasculares, alergias, autismo e outras centenas de doenças não são investigadas nos testes de laboratório.

Nesse sentido, o diretor da Aprosoja, grande defensora do uso de veneno, em declaração dada a coluna Economia do Estadão de 20 de abril, ao defender a MP, falou uma grande verdade: "O risco de toxicidade não é equivalente ao do que ocorre no laboratório". É muito maior, como vem afirmando estudiosos, instituições da área da saúde e populações contaminadas. Ou seja, as pessoas expostas aos agrotóxicos na vida real estão suscetíveis a desenvolver os efeitos considerados proibitivos, pois a avaliação é ineficaz para dar conta da complexa realidade de uso, principalmente ao considerarmos que são usadas misturas de agrotóxicos para a produção de alimentos e commodities agrícolas que chegam na nossa mesa e no meio ambiente. E as interações das misturas não são pesquisadas, mas estão legalizadas. Segundo o sistema de registro de agrotóxicos do Ministério da Agricultura, estão registrados para o pimentão 38 ingredientes ativos de agrotóxicos. Para o tomate são 143, sem que haja nenhuma avaliação da interação entre esses ingredientes ativos.
A potencial interação entre as misturas é um problema real. Por exemplo, agrotóxicos que isoladamente não causam câncer, misturados a outros, podem aumentar o risco da doença. Diariamente estamos expostos, no campo ou na cidade, a coquetéis de veneno através dos alimentos, da água, do ar, do ambiente de trabalho. Portanto, do modo como os agrotóxicos são regulados hoje no Brasil, não é possível afirmar que eles são seguros.


Como pode piorar?

 
Com a aprovação dessa Medida Provisória, poderão ser registrados os agrotóxicos que nos estudos experimentais, que são pouco sensíveis e limitados, já mostram efeitos como indução do câncer, de complicações hormonais, infertilidade, abortos, problemas durante o desenvolvimento fetal e outras doenças gravíssimas.
Quando esses efeitos forem observados, ao invés de proibir imeditamente como manda a lei hoje, a Anvisa realizará um processo de “avaliação de risco”. Essa avaliação nada mais é do que determinar as condições onde o agrotóxico pode ser aplicado, qual a probabilidade de ocorrência de algumas doenças (mas não de todas, já que nem todos os efeitos são investigados), quem deverá desenvolvê-las (mesmo sem considerar grupos populacionais vulneráveis e sensibilidades individuais) e a quantidade de agrotóxico considerado seguro nesse cenário irreal e utópico.


A proposta de realizar a avaliação de risco para permitir o registro de mais agrotóxicos é um desejo antigo da indústria que, diga-se de passagem, vai ganhar por todos os lados. Poderá registrar no Brasil produtos rejeitados em outros mercados, voltar a usar agrotóxicos que já foram banidos aqui, vender Equipamentos de Proteção Individual (EPI) com a falsa promessa de segurança, vender medicamentos e equipamentos de diagnóstico para identificação de tumores e outras doenças. Certamente esse ganho econômico pode explicar o empenho do Legislativo e do Executivo para aprovar leis que vão prejudicar a saúde da população e os ecossistemas, mas beneficiar financeiramente um setor da economia que, entra crise, sai crise, está sempre se desenvolvendo.
A recente notícia de que parlamentares pediram R$ 2 milhões para aprovar uma medida provisória que reduzia impostos sobre importação e comercialização no mercado interno de fertilizantes e defensivos agropecuários revela que há muita sujeira debaixo do tapete no mundo do agronegócio.


Hoje tramitam no Congresso Nacional projetos de lei que pretendem agilizar o registro de agrotóxicos no Brasil, sem avaliação aprofundada dos prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente. O governo golpista de Michel Temer, dias depois de ter sentado na cadeira da Presidência, aprovou a lei que permite a pulverização aérea de agrotóxico em área urbana para atender o desejo das empresas de aviação agrícola.
Devemos chamar a atenção para o fato da Anvisa abrir mão do seu papel de proteger a saúde das pessoas ao atender os interesses da indústria de agrotóxicos, mas também que a população está a mercê de um sistema regulatório capturado. A Anvisa, munida de poder premonitório, quase paranormal, anunciou em outubro de 2016 que iria modificar o procedimento adotado para avaliação toxicológica dos agrotóxicos, mas ainda não publicou a proposta de resolução que deve passar por Consulta Pública.
Provavelmente, a nova resolução que tratará dos procedimentos para avaliação de risco aguarda a aprovação desta MP ou do Pacote do Veneno. Aliás, podemos afirmar com muita tranquilidade que dentro do Pacote do Veneno estão incluídas as novas diretrizes da Anvisa, que já anunciou a retirada do símbolo da caveira de produtos classe IV (tarja verde) e desobriga também a realização de testes de neurotoxicidade crônica para todos os novos produtos de agrotóxicos.


A Lei atual conseguiu proibir no Brasil agrotóxicos como o endossulfam, o metamidofós e o DDT justamente por conta de efeitos como o câncer, distúrbios hormonais e reprodutivos. Estudos em animais de laboratórios e com populações expostas, mostraram que a exposição a esses agrotóxicos, de forma isolada, já poderiam causar esses efeitos considerados proibitivos na legislação.
Por isso, a sociedade brasileira não irá aceitar mudanças na Lei 7802/1989, seja por meio do Pacote do Veneno, ou outros atalhos como medidas provisórias e mudanças regulatórias na Anvisa. Seguimos atentos em defesa da saúde da população e dos ecossistemas.


Assine a nossa petição em http://chegadeagrotoxicos.org.br
Fonte: MST

España-Indignado: Entrevista a Nahuel "La cárcel no es el final del camino, la vida y la lucha continúan allí"....todoporhacer




El 4 de noviembre de 2015 amanecimos con un nuevo golpe represivo a los movimientos sociales. Esta vez le tocó al colectivo Straight Edge Madrid, un grupo de jóvenes que participaban de las luchas sociales desde una perspectiva libertaria, antiespecista y contra las drogas, por ello dedicaban grandes esfuerzos en la organización de actividades de ocio alternativo donde normalmente los conciertos de música hardcore amenizaban la jornada. Este golpe recibió el nombre de Operación Ice y 8 jóvenes fueron detenidos/as en sus casas acusados de pertenencia a organización terrorista a la par que se les impusieron fianzas de miles de euros si querían evitar la prisión preventiva, excepto a Nahuel -Juan Manuel Bustamante- que fue ingresado en prisión sin opción a fianza.

Desde el Todo Por Hacer ya hemos hablado en otras ocasiones de este caso, pero ahora estamos de enhorabuena. Tras 16 meses en prisión preventiva Nahuel fue puesto en libertad, por fin. Una libertad vigilada y a espera de juicio junto con el resto de miembros de Straight Edge Madrid. El día 8 de marzo familiares, amigos/as y compañeros/as solidarios/as acudieron a la prisión de Aranjuez donde se encontraba Nahuel para recibirle a la salida. Justo cuatro días antes había tenido lugar una manifestación a las afueras de la cárcel que tuvo una gran repercusión dentro de la misma, con decenas de presos sacando sábanas por las ventanas y alegrándose por la solidaridad con ellos. Ese día Nahuel vio desde la lejanía de su celda a sus compañeros/as que se manifestaban fuera.

Aprovechando esta nueva situación de Nahuel hemos querido entrevistarle para poder tener su testimonio sobre distintos asuntos relacionados con su estancia en prisión y la Operación Ice.

Empezando cronológicamente. ¿Puedes contar en un par de frases qué era SxE-Madrid y cual era vuestra actividad cotidiana?

La idea principal era crear un grupo hardcore straight edge e ir poco a poco creando una pequeña escena straight edge dentro de la escena hardcore antifascista y anarquista, creando un espacio libre de humos y drogas, abriendo a la posibilidad de que así, junto a las entradas a precio libre, más gente joven pueda tener acceso a la música. La mayoría quiso aprovechar la situación para llevar a debate el uso de las drogas en los CSO o en el movimiento anarquista, es por ello que se postergó la idea principal y se hizo más difusión sobre una vida libre de drogas. Al final, poco a poco fuimos recuperando la idea principal y sirvió para apoyar a otros colectivos. Creo que lo más sonado fueron los conciertos y cenadores vegan para santuarios animales o la que sirvió para ayudar a las personas refugiadas. En resumen: Un grupo de jóvenes straight edge anarquistas que vieron en los conciertos algo más que pasar el rato.

¿Qué recuerdas del día de la detención? ¿Pensabas/áis que algo así podría sucederos? ¿En qué momento fuiste consciente de la magnitud de los hechos que os estaban sucediendo?

De la detención recuerdo que estaba enfadado y algo despreocupado. Me molestó que arrestaran a mi compañera el día que habían operado a su madre de una mastectomía y encima cínicamente preguntasen por ella. Los policías armados en tu casa durante la madrugada, mientras la destrozan para buscar lo que sea, llevándose cartuchos de videojuegos, consolas o los tornillos de mi cama -por lo cual ahora duermo con el colchón en el suelo-, crean una sensación de indefensión y a la vez te muestra la impunidad que tienen a la hora de construir sus “operaciones”.
Al principio no piensas que algo así te va a pasar, pero cuando leí las acusaciones de las personas de la Operación Piñata crees que puede pasarte, pero no me lo esperé.

Cuando me dijeron que iba a ingresar a la prisión ya me lo esperaba, sobre todo cuando mi abogado me dijo, por informaciones de los medios de comunicación, que yo era el líder, así que en los calabozos me fui haciendo a la idea.
¿Cómo afronta una persona joven y activista el hecho de entrar en prisión? ¿Qué puedes contarnos acerca del proceso de entrada?
Cuando entré a prisión recuerdo que, tras estar unos días en los calabozos sin ver la luz del día, al salir de la furgoneta de la guardia civil lo que vi fueron enormes paredes con una alambrada de metal. Me chocó el primer contacto. Tras verme todos los datos y tomarme las huellas y fotos, me hicieron desnudarme en unas duchas y me echaron una especie de jabón y me dieron un mono blanco para vestirme. Fui trasladado al módulo de aislamiento. En la celda había un plato de plástico con pescado, coliflor y pan. Los días en el calabozo no había comido nada más que pan galleta, así que tiré el pescado y comí coliflor como si fuera lo más delicioso del mundo. ¿Cómo afronte el entrar en prisión? Sinceramente, lo tomé como muy a la ligera. A veces me avergüenza decirlo porque parece que menosprecio el sufrimiento de otras personas que han vivido y siguen viviendo el daño de la cárcel, pero le perdí el miedo. Evitaba preocupar a la gente que ya estaba sufriendo por mí, lo que implicaba hacerme responsable de cómo les pueda afectar. A la persona que más le afecto mi estancia en prisión fue a mi madre.


Te movieron hasta 5 veces de cárcel y estuviste tiempo en aislamiento y bajo régimen FIES ¿Cual es tu lectura acerca de la magnitud represiva a la que has sido sometido? ¿Pudiste lograr llevar a cabo actividades cotidianas en la cárcel que te permitieran tener una rutina? ¿Cómo era tu día a día?

Según el Art. 6.4 del Reglamento penitenciario “La administración penitenciaria podrá establecer ficheros de internos” para garantizar la seguridad y “el buen orden del establecimiento”, sin embargo, habla que en ningún caso el estar incluido en dicho fichero determinará “un régimen de vida distinto de aquel que reglamentariamente corresponda”. Ahí puedes darte cuenta que ni si quiera sus propias normas son respetadas, así que era evidente que lo que iba a venir sería algo frustrante. Al llegar a Soto de Real se me aplicó el Art. 75.1 RP, ello no implica estar en aislamiento, pero automáticamente se me envió al módulo de aislamiento. Al pasar poco más de una semana y media me enviaron a Navalcarnero. Al llegar no me dejaron llamar a mi familia – Al llegar a una nueva prisión tienes derecho a informar a tu familia mediante una llamada que el centro debe cubrir- y el director vino personalmente para decirme que dejara de insistir y me mandaron al módulo de aislamiento, otra vez. Al mes y algo, por un problema en las tuberías del módulo de aislamiento, se me envió a módulo, pero prohibiéndome salir del módulo o acceder a la biblioteca, así que solo tenía acceso al módulo y a el salón del módulo, que por lo general servía de fumadero. Un día sin venir a cuento me llaman a la hora de comer y sin dejarme terminar me envían a aislamiento porque se me aplicaba el Art. 10.2 LOGP que se aplica a los presos más “peligrosos” o “inadaptados” al régimen de vida ordinario, por ello sería trasladado a una cárcel de máxima seguridad a vivir en régimen cerrado que es como el aislamiento común, pero más restrictivo y con mayor seguridad, apenas tienes contacto con otras personas, salvo los presos, o preso, con el que salgas al patio. Lo peor fue la comida, ya que allí el concepto de dieta vegan era ridícula. Me daban arroz blanco con espárragos apenas escurridos, a veces me daban arroz y dos patatas mal cocidas con piel, o dos tomates con rama y todo. Una vez llegaron a darme arroz blanco y arroz blanco. A veces les mostraba a mi familia y amigas lo que me daban para reírnos, pero eso les preocupaba así que dejé de hacerlo.


Antes de cumplir cuatro meses en Estremera me avisan que me envían a Sevilla, Morón de la Frontera, por cuestiones de “tratamiento”, lo cual es absurdo ya que no estoy condenado y técnicamente soy inocente así que no se me puede “tratar” de nada. El modelo de la cárcel y tratamiento era el mismo. Curiosamente, fue el lugar donde me llegó una resolución judicial que me daba la razón en que no debía estar en aislamiento, algo que enfadó al departamento de seguridad de la prisión. Se me movió al módulo más conflictivo de la prisión donde durante más de un mes no pude salir de él y se me prohibían realizar actividades. Finalmente, se me envió a Aranjuez donde estuve en módulos conflictivos y a la hora de poder acceder a estudios se me ponían obstáculos burocráticos de todo tipo. Aunque, para mí, lo peor han sido los traslados. Una vez estuve en un pequeño habitáculo del autobús de la guardia civil con los brazos en la espalda esposado durante más de 5 horas. Fue cuando me llevaron a Sevilla. Terminé con la espalda destrozada, pero me decía a mí mismo que ya pasaría y pronto estaría acordándome de ello como una anécdota, y bueno, ahora lo puedo contar y reírme.


Una cosa que me sirvió muchísimo es crearme una rutina extremadamente estricta, ya sea correr en el patio, leer o escribir cartas. Ahora siento la falta de rutina que me afecta en los horarios fuera de prisión. Necesito dormir…
Sabemos que tuviste problemas para seguir tu dieta vegana ¿Podrías detallarnos acerca de este tema? ¿Como te cuidabas dentro?
Bueno, pese a que en Febrero un auto judicial me daba el derecho a tener una dieta vegan eso se respetó de manera aleatoria. El auto no solo obligaba a la cárcel a darme una dieta vegan, sino que añadía que exista un control médico y suplementos vitamínicos. Estas últimas dos cosas solo se respetaron en Sevilla; algo raro ya que fue una de las cárceles más restrictivas, pero en ese aspecto cumplieron con ello. Antes de que se me concediese ese derecho lo que hacía era comer el 50% de la bandeja si estaba en aislamiento o intercambiaba carne animal por legumbres o arroz, lo que me ofreciesen. En Aranjuez, les importó nada el auto judicial y me ofrecieron de dieta dos tomates cortados a cuadros y un poco de lechuga. Ni siquiera había dieta vegetariana, ni para los musulmanes. Allí empecé a “trapichear” con la comida e intercambiarla por otras cosas. Muchos presos salen a la escuela de la cárcel y tienen contacto con presos que trabajan en cocina que son conocidos suyos y me ayudaban a la hora de conseguir algo con que tirar. En la cárcel están prohibidos los tuppers, así que usaba un bote de Cola-cao vacío para que me llegase comida. A veces lo pienso y me da risa, pero todo ese proceso de transporte “clandestino” de comida era usado para transportar otras cosas (hazte una idea…) y a mí me servía para transportar garbanzos, papas al horno o alguna comida apta para mí y que me sirva para completar la ausencia de comida. Lo cierto, es que sí me proporcionaron multivitamínicos como b12, pero eso no te calma el hambre.

La vida dentro de las cárceles está muy mediada por las drogas, siendo tú una persona SxE ¿Qué reflexión haces acerca del uso de las drogas dentro de la cárcel?


Para mí el straight edge y el anarquismo son dos cosas distintas, para algunas personas va de la mano, pero para mí el straight edge es algo que me acompaña desde los 13 años. Los valores de autocontrol y de sentir orgullo de no caer en el consumo de cualquier tipo de droga durante tanto tiempo, me sirvieron para continuar firme en mi postura contraria a las drogas. En la cárcel, la presión por consumir es más fuerte y el ambiente no ayuda, pero quería ser la excepción; y esa rectitud sirvió para que otros presos decidieran hacer lo mismo. No soy de hacer proselitismo en lo referido al straight edge, yo lo soy porque para mí es lo que más me define, pero a veces sin darnos cuenta nuestras acciones individuales influyen en otras personas, y en ese aspecto me llevó a conocer a gente leal y solidaria. Desde la perspectiva del anarquismo podría decir que se nota la pasividad de los presos y lo vulnerables que son a endeudarse por las drogas, ya sean ilegales o las pastillas que se dan en la cárcel como seroquel, tranquimazin, lyrica, entre otros. El tabaco no solo es una moneda de cambio, sino que se consume de manera descontrolada; podías ver la nube de humo al entrar a la sala de estar.

Fuera de cárcel tus amigos/as, familiares, compañeros/as y personas solidarias se han organizado para difundir tu situación, así como la del resto de SxE-Madrid, y sacarte cuanto antes de allí ¿Como valoras el movimiento de solidaridad? ¿Cuáles crees que son las cuestiones más necesarias a la hora de llevar a cabo una campaña antirrepresiva como la vuestra? ¿Cómo pueden los colectivos apoyar desde fuera de los muros?


Creo que las cuestiones necesarias a la hora de llevar a cabo una campaña anti represiva son la lealtad y convicción a la hora de defendernos, como colectividad, de un proceso duro y largo. Saber apoyarnos y dividir el trabajo de la manera más organizada, sino acaba cayendo la responsabilidad en unas pocas personas, lo cual puede crear desgaste. Creo que cada colectivo mostró su apoyo de mil maneras, al salir he visto el apoyo de grupos antifascistas que ni me conocían ni habían compartido espacios conmigo. Fue increíble ver, que pese al trabajo diario que suelen hacer, decidieron no olvidarse de mí. En respecto al anarquismo fue increíble a la hora de apoyar constantemente de mil maneras. Es cierto que al principio por estar desconectado del exterior o porque comunicarte en la cárcel es como jugar al “teléfono escacharrado”, no podía ver el trabajo que hicieron y que al salir pude verlo. Creo que en ese aspecto es bueno hacer llegar a la persona presa, a través de cartas del trabajo voluntario que se hace, ya sea por imágenes de a lo mejor un comedor, una concentración, una manifestación o una simple pintada, eso te anima mucho. Ver imágenes de fuera ayuda mucho en general.

Tras tantos meses dentro, ahora en la calle y aun con el juicio en el horizonte ¿Qué ha supuesto esta experiencia para ti como activista político? ¿Y más allá de la actividad política?


Para mí estar en la cárcel me ha servido para perderle temor. Si hubiera durado 3 o 4 meses quizás hubiera salido con el susto bajo la piel y quizás no hubiera dicho eso, pero pasar ese tiempo y el ser enviado a primer grado me sirvió para afrontarlo como un camino duro que debía afrontarlo de la manera más fuerte posible o lamentarme cada día. Solo. La presión que sentía y la violencia diaria que se vive allí no me permitieron centrarme en otras cosas que no fuesen adaptarme y regirme por esa rutina autoimpuesta. Estaba en mis manos escoger que camino elegir ante el sufrimiento. La cárcel no es el final del camino, sino que la vida continúa allí y, evidentemente, la lucha.



Economía-El IMperio: Nacido para hacer el idiota




En este episodio de Keiser Report, Max y Stacy hablan de la etiqueta ‘Kushner en Guerra’ y de si el presidente Trump tiene ya la mirada perdida de los soldados en combate ahora que la MSNBC lo aclama como el amado líder que por fin se ha decidido a matar. En la segunda parte Max prosigue su entrevista con Tyson Slocum, director del Programa de Energía Pública para el Ciudadano, sobre la actualidad geopolítica, el Departamento de Estado de Rex Tillerson y el caos en la Casa Blanca de Trump.

México- Pueblos Originarios-Indignado-Las Corporaciones: Mujeres zapotecas exigen detener obras de parque eólico de Sedena....




Más de cincuenta mujeres indígenas zapotecas del pueblo Binnizá mantienen bloqueada la carretera federal Panamericana 190 a la altura de la comunidad Puente Madera para exigir que se detengan las obras de construcción de la instalación de la planta eléctrica para el parque eólico que construye la empresa Tradeco para la Secretaría de la Defensa Nacional (Sedena).

Con piedras, palos y enormes lonas, impiden el paso de los vehículos y camiones. Las mujeres no han ido a dormir, ahí preparan la comida y cuidan a sus hijos. Señalan a Istmopress que se oponen a que su espacio de vida sea destruido, el cual es una reserva natural llamada “el Pitayal” que se ubica en los terrenos comunales de su localidad.

En un comunicado, la Asamblea General del Pueblo Binniza´ en Lucha determinó realizar un receso a la movilización para dar cumplimiento a una nueva minuta que se firmó el 25 de abril ante representantes del gobierno de Oaxaca que ofreció el cumplimiento de los puntos planteados por su lucha en defensa del territorio y contra el despojo.

Sus demandas son la suspensión inmediata de los trabajos extractivos de material pétreo y explotación del Cerro Iguu´, que es centro ceremonial ancestral de sus comunidades, el alto a las agresiones y hostigamiento contra las comunidades en resistencia y la instalación en Oaxaca de una reunión de alto nivel con el nuevo Secretario General de Gobierno, la cual se pactó para este jueves 27 de abril, y el inicio de una ruta que permita informar y consultar a las comunidades afectadas sobre el megaproyecto que los tres niveles de gobierno pretenden imponer.

Sin embargo, y a pesar de los acuerdos, la mañana del 26 de abril estos fueron rotos por parte del municipio de San Blas Atempa, que acompañado de grupos de choque y golpeadores pagados, volvieron a ingresar a Cerro Iguu´ con maquinaria pesada para seguir explotando el cerro que es centro ceremonial.

Rosalba López Jiménez señala a Istmopress que su defensa del territorio es por la vida pues han vivido ahí siempre con sus usos y costumbres. Argumenta que el gobierno oaxaqueño y el comisario de bienes comunales, Inocencio Patiño Cristóbal, no cumplieron con lo acordado en la minuta de la reunión del 12 de abril en la que se estableció detener las obras de construcción del parque eólico propiedad de la Sedena.

“Los ventiladores no nos traerán beneficios, queremos vivir libres. Nadie nos preguntó si queríamos que los pusieran. Simplemente los instalaron y listo. Pedimos que se vayan” argumentan las mujeres.

“No ha sido una, sino dos veces que nos hemos sentado a dialogar con la Segego y hemos firmado acuerdos de que iban a detener la obra que está acabando con nuestro espacio natural. Además para construirla están extrayendo material de un cerro sagrado que conocemos como Cerro Iguu’, pero nada ha ocurrido, por eso seguimos manifestándonos” comentaron las mujeres.

El agente municipal de Puente Madera, David Hernández Salazar, señaló que su única petición es que se detengan los trabajos y se consulte al pueblo. “Hacemos un llamado a las autoridades a que nos escuchen, que nos entiendan, estamos luchando por nuestra casa, por nuestra vida y por la tierra, exigimos una consulta conforme al convenio 169 de la OIT”, dijo.

A continuación el texto completo del comunicado:

Comunicado de Puente Madera: se reactiva movilización y bloqueo

A los pueblos originarios en resistencia

A las organizaciones sociales hermanas

Al magisterio democrático de la Sección 22 del SNTE-CNTE

Luego de un intenso bloqueo carretero de 36 horas, el día martes 25 de Abril de 2017, la Asamblea General del Pueblo Binniza´ en Lucha determinó realizar un receso a nuestra movilización para dar cumplimiento a una nueva minuta que se firmó el 25 de abril ante representantes del Gobierno del Estado de Oaxaca que ofrecieron el cumplimiento de los puntos planteados por nuestra lucha.

Principalmente la suspensión inmediata de los trabajos extractivos de material pétreo y explotación del Cerro Iguu´, que es centro ceremonial ancestral de nuestras comunidades, el alto a la escalada de agresiones y hostigamiento contra las comunidades en resistencia, la instalación en Oaxaca de una reunión de alto nivel con el nuevo Secretario General de Gobierno (para este jueves 27 de Abril) y el inicio de una ruta que permita INFORMAR Y CONSULTAR a las comunidades afectadas sobre el mega proyecto que pretende imponerse en nuestro territorio comunal.

Luego de un intenso debate accedimos a desbloquear la carretera, enfatizando que el cumplimiento de los acuerdos ofrecidos por el estado era responsabilidad absoluta del gobierno estatal.

Esta mañana los acuerdos fueron rotos por parte del municipio de San Blas Atempa quien acompañado de grupos de choque y golpeadores pagados volvieron a ingresar a Cerro Iguu´ acompañados de maquinaria pesada para seguir explotando nuestro centro ceremonial sin nuestro consentimiento y pese a lo firmado.

Ante ello, la Asamblea General del Pueblo Binniza´ en Lucha que aglutina a las comunidades de Puente Madera, Rancho Llano y Loma Bonita hemos decidido retomar nuestra lucha a pie de carretera para que los acuerdos que se han firmado en ya dos ocasiones, sean cumplidos.

El retar y agredir a nuestras comunidades no va a resolver el problema: al contrario, solo tiende a agudizar nuestra lucha, misma que cuenta con una tradición importante de decisión, organización y combatividad.

Los únicos culpables de la situación político-social que se vive en estos momentos en el municipio zapoteco de San Blas Atempa son el gobierno municipal, el gobierno estatal y el gobierno federal, por querer imponer por encima de la voluntad de los pueblos originarios, sus planes de despojo y saqueo, tanto neoliberales como militaristas.

Hacemos responsables a los funcionarios públicos del gobierno del estado que firmaron ambas minutas y al gobierno municipal de cualquier agresión que puedan sufrir nuestras comunidades.

¡Ante la agresión del estado y el incumplimiento de los acuerdos, la rebelión se justifica!

¡La tierra no se vende, se ama y se defiende!

¡Iluminar nuestro camino con la victoria popular!

ASAMBLEA GENERAL DEL PUEBLO BINNIZA´ EN LUCHA

COMUNIDADES DE PUENTE MADERA, RANCHO LLANO Y LOMA BONITA.

SAN BLAS ATEMPA, OAXACA

26 DE ABRIL DE 2017




foto: IstmoPress


vía:

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Mundo: Corea del Norte, un Israel en el Pacífico ..... Augusto Zamora R.




 Cada cierto tiempo, Corea del Norte ocupa las primeras planas de los medios de comunicación, en una mezcla de chirigota y noticia, que dejan la impresión de que el régimen norcoreano está formado por payasos histéricos con misiles atómicos. Una visión lejos de la realidad, aunque el hermetismo del régimen deje poco espacio para al análisis o el contraste informativo. Pero Corea del Norte es algo bastante más pesado y serio que la familia Kim, que gobierna el país desde 1945. Es un hinterland, un limes que separa el territorio controlado por EEUU –Corea del Sur y Japón- del territorio de las otras dos grandes potencias mundiales de hoy, China y Rusia (antes, la URSS).


Es ingenuidad de guardería creer que el desarrollo militar y la subsistencia económica de Corea del Norte habría sido –y seguiría siendo- posible sin el visto bueno de Beijing y Moscú, sobre todo de Beijing. China absorbe casi el 60% de las exportaciones del país y le proporciona el 90% del combustible que consume y el 57% de sus importaciones. Sin China, el régimen se derrumbaría en meses y el caos se apoderaría de Corea del Norte. China es el país menos interesado en un caos pues, de darse, millones de norcoreanos buscarían refugio en el país más poblado del mundo. Obviamente, en río revuelto EEUU intentaría lograr lo que no pudo cuando la Guerra de Corea (1950-1953), que es poner toda la península coreana bajo su control. Como puede colegirse sin necesidad de ser estratega, ni China ni Rusia aceptarían ese control. Todo lo contrario, la Guerra de Corea fue provocada por el intento de las fuerzas comunistas de reunificar el país y prolongada por el intento de EEUU de aprovechar la situación para apoderarse del norte. La derrota de las fuerzas norcoreanas provocó la entrada de China en la guerra y que la Unión Soviética enviara a sus más experimentados pilotos a combatir contra EEUU. La guerra terminó en tablas y con la frontera más militarizada del mundo.


¿Han cambiado sustantivamente los intereses desde 1953? No, ha ocurrido lo opuesto. Dentro de su proyecto de Guerra de las Galaxias, EEUU está instalando en Corea del Sur el sistema de misiles THADD, hecho que ha sido denunciado por China y Rusia como una amenaza directa a su seguridad nacional. A principios de marzo pasado, Beijing afirmó que “habrá consecuencias” si EEUU y Corea del Sur instalaban los THADD, a lo que China “se opone firmemente”. Para Rusia, los misiles THADD son “un desafío” que tendrá “medidas de respuesta”. EEUU ha justificado la instalación de esos misiles como “medida de defensa” frente a Corea del Norte, pero todos sabemos –menos los que creen que Bambi existe- que no hay amenaza real de ataque del norte sobre el sur y que Pyongyang usa su baile de misiles más con fines económicos y propagandísticos que con propósitos militares. También le sirve para recordar, urbi et orbi, que si Iraq y Libia hubieran poseído bombas atómicas, la OTAN no habría osado agredirlos. Tampoco Iraq y Libia tenían detrás un escudo tan poderoso como China.


EEUU asienta su proyección imperial en el Lejano Oriente sobre dos países, que son, al tiempo, vitales e insustituibles: Japón y Corea del Sur. La isla de Taiwán cuenta poco pues, al ser considerada territorio inseparable de China, no cabe dentro de los diseños geoestratégicos de una región que es –hoy- el corazón económico del mundo. El valor militar del eje Japón-Corea del Sur se entiende mejor si se hace una lectura política de la costa pacífica de Asia. Desde Rusia hasta Vietnam, esta extensísima zona costera pertenece a países adversos a EEUU. Dos de ellos (Corea y Vietnam) fueron escenarios de guerras entre las potencias comunistas de entonces y EEUU, con resultados negativos para este país. En Corea tuvo que aceptar el empate y en Vietnam sufrió su más humillante y dolorosa derrota militar, debiendo abandonar toda Indochina. Cuando la guerra de Corea, EEUU estaba en el apogeo de su hegemonía mundial, pues entonces representaba el 50% de la economía mundial. La guerra de Vietnam se correspondió con el dominio monetario del dólar y la supremacía económica y financiera de Occidente.


La crisis mundial presente ocurre en un escenario diametralmente distinto. China es hoy la primera potencia comercial del mundo y la mayor acreedora de EEUU, que es, a su vez, el país más endeudado del planeta. El suicidio de la Unión Soviética dejó un vacío de poder enorme, pero ese vacío resultó más transitorio de lo esperado por los estrategas de Washington. Rusia no puede rivalizar económicamente con EEUU, pero sí puede hacerlo militarmente, al punto que se ha convertido en el principal proveedor de armas y tecnología de China. La suma de Rusia y China multiplica el poder que tuvo la URSS y ambos países saben que se necesitan el uno al otro, en una relación simbiótica reflejada en la creciente cifra de sus intercambios de todo tipo, incluyendo las periódicas reuniones de dirigentes, a todos los niveles (Putin visitará China en mayo y Xi Jinping Rusia en julio). Rusia tiene casi toda la energía que China necesita y China el dinero que Rusia requiere. China enfrenta a EEUU del mar del Japón al mar de la China Meridional, Rusia a la OTAN, del mar Báltico al mar Negro. La seguridad del uno es la seguridad del otro y la derrota del uno podría significar la ruina del otro. En septiembre de 2016, Xi declaró que China y Rusia debían cooperar “para proteger sus soberanías”.


Corea del Sur es el único aliado continental de EEUU, es decir, el único país de tierra firme en la vertiente pacífica de este continente. Todo su cordón de aliados y bases militares son archipiélagos e islas, alejadas del territorio terrestre, excepto Japón. Alcanzar China desde EEUU lleva dieciséis horas y desde Guam cinco horas. Alcanzar China desde Corea del Sur son minutos y desde Okinawa, su mayor base isleña, son dos horas. Para EEUU, el valor militar de Corea del Sur y Japón es simplemente invaluable y perderlos sería fatal en su confrontación con China y Rusia.


Para Rusia y China ocurre lo inverso. La proximidad de las bases estadounidenses es una grave amenaza a su seguridad, agravada por el emplazamiento de los THADD. Hay 30.000 soldados de EEUU en Corea del Sur y 35.000 en Japón. Para contrarrestar la proximidad estratégica de EEUU, China viene construyendo, desde hace varios años, bases militares en islas artificiales del disputado archipiélago de las Spratly, en el mar de la China Meridional, desde donde podría alcanzar más fácilmente las bases de EEUU en Filipinas y Guam. Se calcula que unos 1.500 misiles chinos apuntan a las bases en Corea del Sur y Japón. Rusia, por su parte, inició en 2016 la construcción de una base naval en las islas Kuriles, al tiempo que el Ministerio de Defensa ruso anunciaba “medidas sin precedentes” para desarrollar infraestructuras militares en la isla Sajalín y en las Kuriles. En septiembre de 2016, Rusia y China realizaron maniobras navales en el mar del Sur de la China, en un mensaje claro a EEUU y sus aliados. Debe recordarse, además, que Rusia y Japón no han firmado la paz desde 1945, por la demanda japonesa sobre cuatro islas de las Kuriles próximas a Japón, tanto que la isla de Kunashir está a sólo16 kilómetros de Hokkaido. También la disputa chino-japonesa sobre las islas Diaoyu o Senkaku. No hablamos de una región en paz. El triángulo Corea-Kuriles-Japón es uno de los puntos más volátiles del planeta y, con Polonia y el Báltico, uno de los sitios donde podrían reventar las contradicciones entre EEUU, China y Rusia.


Contemplando ese panorama se puede tener una idea más aproximada de la importancia geoestratégica de Corea del Norte. No sólo como limes o hinterland de China y, en menor medida, de Rusia. Corea del Norte es un símil –mutatis mutandis- del papel que desempeña Israel en Oriente Próximo. Como Israel, Corea del Norte es un Estado militar-religioso (uno de la Torá, otro de la idea suche); es un pueblo armado (1,2 millones de soldados tiene Pyongyang, con posibilidad de movilizar a 7 millones de habitantes); como en Israel, el poder militar lo es todo para su existencia. La diferencia la marca el nivel tecnológico. EEUU y Europa hacen cuanto pueden para dotar a Israel de la tecnología militar más puntera; el ejército norcoreano es obsoleto, aunque mitiga su retraso con superabundancia de material militar y la mayor red de construcciones subterráneas y túneles del mundo, para resistir un bombardeo masivo de EEUU. Hay otra diferencia que es determinante. Israel carece de retaguardia estratégica y está rodeado de enemigos. Su existencia depende del auxilio masivo que pueda recibir de EEUU y la OTAN. Corea del Norte tiene a China y tendría a Rusia, sus vecinos. Corea del Norte no es Iraq ni Libia. Sería como Vietnam, pero con armas atómicas.


Mantener al régimen norcoreano tiene un valor estratégico esencial, pues el ejército norcoreano proporciona a China y Rusia un nivel de seguridad invaluable en caso de crisis. Casi todas las bases de EEUU en Corea del Sur están al alcance de su artillería y las tropas norcoreanas están a 55 kilómetros de Seúl y sus 25 millones de habitantes. Esta realidad hace que Corea del Sur sea la mayor aliada de facto de China, al momento de sopesar delirios militaristas. Hay consenso en que, aunque Corea del Norte posea armamento obsoleto y su fuerza nuclear no sea sofisticada, podría barrer a Corea del Sur y crear un escenario de pesadilla en la península. Y aunque también hay consenso en que EEUU podría, a su vez, barrer a Corea del Norte, como hizo en 1950, otro consenso indica que nada garantiza que, en ese escenario, no vuelvan China y Rusia a intervenir, en cuyo caso EEUU podría sufrir una derrota peor y más humillante que la de Vietnam. También considerar que Trump debió dar a Xi, en su reciente encuentro, garantías sobre Pyongyang. Si las dio y no la cumple, malo. Si no las dio, peor. No, no habrá guerra en la península coreana. No por ahora. Rusia y China necesitan entre cinco y ocho años para terminar de modernizar sus fuerzas armadas y situarlas a la altura media de las de EEUU. También necesitan ese tiempo para terminar de acumular oro, lo único que valdrá si estalla la fiesta. Cuando alcancen el nivel deseado en armas y oro, la dinámica mundial será otra.. Tiempo hay, mientras tanto, para reflexionar un poco.




Augusto Zamora R.,Autor de Política y geopolítica para rebeldes, irreverentes y escépticos, Akal, 2016.


vía:
http://rebelion.org/noticia.php?id=225819




Nuestra América- El Imperio: Plan Cóndor 2.0



El Plan Cóndor fue un acuerdo suscitado en la década de los 70 y 80 entre los regímenes dictatoriales de América del Sur (Chile, Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay, Bolivia, Perú, Colombia, Venezuela, Ecuador) y Estados Unidos.

El plan fue preparado por la Agencia Central de Inteligencia de EE.UU. (CIA, por sus siglas en inglés), para exterminar a la izquierda, erradicar los gobiernos populares y evitar así la repetición de experiencias como la del derrocado Gobierno de Salvador Allende en Chile o la exitosa de Cuba.

Desde la irrupción de los gobiernos revolucionarios y progresistas en varios países de Centro y Sur América, EE.UU. vuelve a desempolvar sus viejos planes adaptándolas a nuevas técnicas no convencionales, pero que en definitiva persigue el mismo propósito: acabar con los gobiernos y la dirigencia de izquierda en todo el continente para retomar el espacio que siempre consideró como ‘patio trasero’.

Las dictaduras acordaron con EE.UU. el seguimiento, vigilancia, detención, interrogatorios con tortura, la desaparición y muerte de personas consideradas subversivas del orden instaurado o contrarias al pensamiento político o ideológico de la burguesía dominante.

El Plan Cóndor resultó una organización clandestina internacional para la práctica del terrorismo de Estado. EE.UU. fue el primer gran responsable ya que sin su consentimiento y apoyo en la Organización de Estados Americanos (OEA) y en la Organización de las Naciones Unidas (ONU), sería imposible para las dictaduras llegar a esos extremos.

Otros Archivos del Terror, revelados en Uruguay, citan al connotado terrorista de origen cubano, Luis Posada Carriles, involucrado en el asesinato del excanciller chileno, Orlando Letelier. Mientras que el agente de la CIA, Michael Townlev, es el autor material del atentado y muerte del general Carlos Prats y su esposa.

Resulta demasiado tiempo que, 41 años después de concebido el Plan Cóndor, aún no se haya hecho justicia y con muchos de los implicados en tan siniestro engendro de muertes y torturas y desapariciones aún se encuentren libres y disfrutando de los pagos recibidos por sus crímenes.

En la Cumbre del Mercado Común del Sur (Mercosur) celebrada el 17 de julio de 2015 en Brasilia (la capital de Brasil), la entonces presidenta de Argentina, Cristina Fernández, prendió las alarmas de los pueblos de la región cuando dijo que se está gestando una nueva Operación Cóndor en contra de los gobiernos populares y las democracias en la región.

El triunfo electoral del presidente venezolano, Hugo Chávez y su prédica revolucionaria de justicia abrió los caminos de los cambios y los procesos de integración que se han vivido en toda la región.

La Operación Cóndor II, resulta en una acción más sutil que la brutalidad de los tanques y las metralletas que ya usaron en los años 70 y 80. Los medios de comunicación, el poder judicial y legislativo y el sicariato de dirigentes achacado al hampa común tal como ha ocurrido en Paraguay, Honduras, Brasil y Venezuela, dan luces de lo que se trata esta nueva operación.

El proceso de restauración neoliberal que se adelanta en algunos países de la región viene acompañado con el deseo de venganza de las élites desplazadas ¿Cómo podrán mantenerse en el poder las élites cuándo los pueblos de la región recobraron la dignidad y probaron una parte de los beneficios con los gobiernos revolucionarios y progresista?

¿Hasta dónde está dispuesto a llegar EE.UU. y sus esbirros políticos con estas políticas criminales en el espacio que sigue considerando como ‘su patio trasero’?

Venezuela: la derecha busca un baño de sangre....Ángel Guerra Cabrera...../ La hostilidad de la OEA, de varios gobiernos de derecha o atemorizados y la campaña mediática sin precedente contra Venezuela han contribuido mucho a estimular la demencia opositora. Un individuo mediocre, rencoroso y de baja estofa como Almagro, ha terminado de descalificar a la OEA para tratar cualquier tema relacionado con la patria de Bolívar.

Ángel Guerra Cabrera

 

Más de 26 muertos, cientos de heridos y daños materiales estimados en 100 mil millones de bolívares es el saldo provisional de la violencia generada por el demencial clima de odio y violencia desatado por las protestas opositoras en abril.

¿Sus antecedentes inmediatos? Hace poco más de un año la contrarrevolución obtuvo mayoría en la Asamblea Nacional(AN) y se sentía más fuerte que nunca. Por primera vez desde 1998 había superado al chavismo en unos comicios. No hizo más que instalarse el órgano legislativo e inició un camino irracional hacia el golpe de Estado, que es lo suyo. El nuevo presidente del Legislativo manifestó que en seis meses sacaría del cargo a Nicolás Maduro. 

Al continuar éste en su puesto, pasado el plazo, los legisladores oposicionistas le hicieron un juicio político en 24 horas y acordaron convocar elecciones en 30 días, decisiones para las que la AN no está facultada por la Constitución. Para no hablar de la ridícula ausencia del mandatario que declararon.
La AN se extralimitaba cada vez más en sus competencias y atropellaba las de otros poderes del Estado, cuando decidió juramentar a tres diputados cuya elección había sido anulada por el Consejo Nacional Electoral, que la consideró fraudulenta. 
Ante el reiterado atropello de la Constitución, es que el Tribunal Supremo, garante de su observancia, decide declararla en desacato y en el ínterin asumir algunas de sus funciones ante asuntos que requieren resolución urgente por interés social. Bastaría que revocara la juramentación de los tres diputados para que cesara la situación de desacato.


Pero no, prefiere acusar a Maduro de haber dado un autogolpe, cuando en realidad es la mayoría opositora la que mantiene una conducta golpista desde la misma instalación de la AN, que se retrotrae al golpe del 11 de abril de 2002, del cual son cómplices todos sus cabecillas más connotados.
El autogolpe ha sido el pretexto para la nueva ola de protestas violentas, siempre apegadas, al igual que las de febrero de 2014, al manual del asesor de la CIA Gene Sharp y a las directivas de la operación Venezuela Freedom 2 del comando sur yanqui. 

En concordancia con la violencia opositora, sus exigencias son inaceptables por su carácter golpista: destituir a los jueces del Tribunal Supremo, convocar a elecciones de inmediato, liberar a los presuntos presos políticos y abrir un canal humanitario para asistir a la población. Puro cinismo.


Es también el caso de la marcha convocada para el miércoles 26, cuyo supuesto objetivo era entregar una carta en la oficina del Defensor del Pueblo para solicitarle que –bajo descaradas amenazas– declare en falta grave a los jueces del Tribunal Supremo, requisito legal para que la AN los destituya. El objetivo real era buscar derramamiento de sangre y una vez más lo consiguieron. Tarek Williamn Saab, defensor del Pueblo, ha declarado que la misiva ha sido entregada ya 15 veces por personeros opositores y desestimada por improcedente. Esta marcha, como siete anteriores que la oposición ha intentado conducir al centro de Caracas, no ha sido autorizada, como ocurre en otros países, donde se impide marchar en determinadas áreas. Aquí una explicación de por qué la prohibición.

Con el extremismo de derecha en el poder en Washington, la contrarrevolución tiene tres objetivos: asaltar el poder no importa el costo en vidas humanas y a la economía; impedir la recuperación económica y política de la revolución bolivariana en pleno curso, y ocultar su hundimiento político en un momento en que el chavismo ha ganado considerable fuerza, como lo demuestran sus movilizaciones de calle en comparación con las de los adversarios.

La hostilidad de la OEA, de varios gobiernos de derecha o atemorizados y la campaña mediática sin precedente contra Venezuela han contribuido mucho a estimular la demencia opositora. Un individuo mediocre, rencoroso y de baja estofa como Almagro, ha terminado de descalificar a la OEA para tratar cualquier tema relacionado con la patria de Bolívar.
Al fin y al cabo, el organismo siempre ha sido instrumento de la política injerencista y agresiva de Washington contra los gobiernos soberanos de nuestra América.

El fin único de la oposición es derrocar el orden constitucional para volver al infierno neoliberal y a la represión masiva contra el pueblo. Mucho peor y más sangrienta que la ejercida después del caracazo.


Twitter: @aguerraguerra

vía:
http://www.jornada.unam.mx/2017/04/27/opinion/025a1mun

Argentina: Vienen por los Recusos Naturales...El Gobierno Hipotecó Vaca Muerta....




Argentina: Grave... decomisan dos radios comunitarias y detienen a un director...lavaca.org

El martes por la mañana la policía ingresó a Radio M 104.1 en Virrey del Pino, La Matanza, y avalada por una orden judicial decomisó los equipos de transmisión y se llevó detenido a Ariel Montes, el director. Al llegar a la comisaría, se encontró con que había otra radio en la misma situación: la FM 87.7 de Merlo. Ambas están imputadas con causas penales en el Juzgado Federal n° 2 de Morón, a cargo del juez Jorge Ernesto Rodríguez, que actuó avalado por una reciente resolución del ENACOM.


El martes por la mañana la policía ingresó a Radio M 104.1 en Virrey del Pino, La Matanza, avalada por una orden judicial. Se llevaron equipos de transmisión radial y, lo más grave, detuvieron a su dueño Ariel Montes, a quien tuvieron horas en la comisaría, de donde se fue con una causa penal. Según le explicaron, todo está en el marco de un cambio que el ENACOM notificó este 6 de abril a través de un decreto que facilita la confiscación y la penalidad a integrantes de las emisoras.  Cuando ya nada podía ser más grave, integrantes de la Unión de Comunicadores Audiovisuales y Afines de la Matanza (UCAYA) llegaron a la comisaría y se encontraron con que había otra radio en la misma situación que no conocían: la FM 87.7 de Merlo. Ambos están imputados, las causas son penales y están en el Juzgado Federal número 2 de Morón.
Guillermo Saucedo de UCAYA, lo cuenta: “Nosotros estábamos la mayoría de las radios, como ocho, en Capital cubriendo la carpa docente. De pronto nos llaman que se habían llevado los equipos pero también a Ariel. Cuando llegamos a la comisaría nos dicen que está demorado, no detenido pero la causa es penal. Estuvo en la comisaría de Morón casi todo el día porque después lo tenían que trasladar a donde hubiese un médico para controlar que no le hubiese pasado nada en la comisaría tantas horas.  Tuvieron que ir hasta Liniers donde había médicos, pero en Morón no había patrulleros para llevarlo. Todo esto llevó todo el día”.
Los policías actuaron por orden del juez Jorge Ernesto Rodríguez, a cargo del Juzgado Federal en lo Criminal y Correccional Nº2 de Morón. “La orden judicial decía que había que decomisar la radio y en caso de ser necesario usar la fuerza policial. El motivo que dieron es por un acta labrada en febrero donde lo acusaban de generar interferencia en una señal de radiofrecuencia de aviación”. Las dos radios (Radio M de Virrey del Pino y FM 87.7 de Merlo) habían sido notificadas por el ENACOM acusadas de tener interferencias a radiofrecuencias del Aeropuerto. Relata Saucedo: “Ariel en ese momento apagó los equipos e hizo los arreglos durante el mes de febrero para que eso no ocurriese más. La policía no le dejó explicar esto porque no le dieron chance de hablar nada. Le leyeron los derechos, entraron al edificio, y se llevaron las cosas y a él detenido. Es un nivel de violencia estatal terrible”.
Por su parte, el presidente de la Unión de Comunicadores Audiovisuales y Afines, dijo a Matanza Digital:“Lo que estamos sospechando que la interferencia con el Aeropuerto es una excusa para decomisar radios y la detención del referente de la emisora es claramente un mensaje para el sector”.

Contexto

El Ente Nacional de Comunicaciones (ENACOM) emitió una Resolución que otorga a la Dirección Nacional de Control y Fiscalización del organismo la facultad de disponer la “clausura, secuestro, apercibimiento, multa y/o decomiso”, de estaciones radioeléctricas no autorizadas o en infracción, incluyendo las de radiodifusión, “con el concurso del poder judicial y la fuerza pública, en caso de ser necesario”.
La Resolución 2064-E/2017  tiene fecha del 31 de marzo. Sin embargo fue publicada este jueves 6 de abril, día de paro nacional. El texto otorga a la mencionada Dirección la posibilidad de decomisar equipos y hasta clausurar emisoras no autorizadas o en infracción, junto con el Poder Judicial y la fuerza pública. Si bien esto es algo que ya el Estado podía hacer (ver caso Antena Negra) resulta peligroso para el amplio campo de la comunicación independiente, pues muchas de sus emisoras sufren de una precariedad jurídica que les impide desarrollarse con tranquilidad.
La lectura que hace Guillermo sobre la situación de las radios comunitarias para lavaca es: “Están queriendo disciplinar al sector. Y las personas que no cumplan la legalidad que ellos pretenden, no tienen lugar. Ellos pueden hacer lo que quieren: de hecho, hay una ley de comunicación audiovisual y no la cumplen. Que  te lleven el equipo ya es grave, pero que encima lleven a los periodistas, es una violencia que no podemos permitir”.


vía:
http://www.lavaca.org/notas/grave-decomisan-dos-radios-comunitarias-y-detienen-a-un-director/

Honduras: Luchando contra muñecas de tusa y la minería...Frake Decoodt

En Copan Ruinas todos vienen a visitar el sitio arqueológico Maya. Pero los mayas en esta área, ¿son realmente algo del pasado? Ser Maya-Chortí parece ser un asunto ciertamente complicado en esta zona. Mientras muchos Chortí son marginados y sienten vergüenza por su descendencia, su nombre y identidad fueron cooptados y su cultura llegó a ser una exhibición. Pero otros Chortí tomaron acción.
Su lucha es para recuperar su cultura y su tierra. En una batalla contra un proyecto minero, la reivindicación de su identidad Chortí de pronto se volvió un arma. Quizás este nuevo orgullo en la identidad Chortí fortalezca su lucha por la tierra.


¿Una Civilización Maya muerta y extinta?

 
¿Alguna vez escuchaste de la ciudad de Copán Ruinas? Si viajaste a Honduras probablemente sí. Incluso quizá viniste sólo para ver las famosas ruinas mayas que se encuentran cerca de la ciudad. Las estadísticas la señalan como la atracción turística más visitada del país. Las ruinas son, en efecto, impresionantes. Famosas por sus esculturas y jeroglíficos, fueron declaradas Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO. Lonely Planet la describe como “una de las más importantes de todas las civilizaciones mayas vivió, prosperó y luego misteriosamente sucumbió alrededor del sitio arqueológico de Copán.” Cuando uno deambula por el pueblo y los museos locales, cuando se busca un hotel o restaurante, en efecto uno agarra la sensación de que todos celebran esta gran civilización maya como algo del pasado, algo muerto y extinto.


Una comunidad Maya Chorti en Guatemala

 
¿Alguna vez escuchaste de los Chortí? Si no eres de Centroamérica resulta probable que no. Los Chortí son mayas, uno de los siete pueblos indígenas en Honduras. En el país se cuentan alrededor de 38,000 Chortí viviendo en los departamentos noroccidentales de Copán y Ocotepeque. La mayoría de los Chortí residen en el sudeste de Guatemala, pero también se pueden encontrar algunos al norte de El Salvador. Hace siglos, sus ancestros reinaban estas tierras cerca del pueblo de Copán y construyeron magníficas civilizaciones que los turistas vienen a admirar. Ahora se encuentran entre los habitantes más marginados de la región. Muchos turistas, como un mochilero en mi hotel, responden con sorpresa al escuchar que una población indígena aún habita en el área. El amable anfitrión del hotel, de manera similar a muchos locales que viven en el pueblo, minimiza su existencia, sus números y su “indigenidad”.

 
Los invasores españoles realizaron por sí solos un gran esfuerzo para borrar a los mayas y su rica cultura. Los Chortí sufrieron una persecución particularmente cruel y brutal: fueron expropiados de sus tierras, esclavizados y obligados a aceptar un nuevo lenguaje, religión, vestimenta y distribución de las viviendas. La política de asimilación y marginalización continuó con la formación del Estado de Honduras. Consecuentemente, los Chortí perdieron mucho de su conocimiento, tradiciones y espiritualidad ancestral. En Honduras solamente unos cuantos todavía hablan su lengua nativa. La mayoría vive en aldeas mezcladas con población altamente mestiza. A excepción de unas pocas mujeres, uno no podría diferenciar a los Chortí por su vestimenta en comparación con otros hondureños locales.


Ser Maya bajo la Sombra de una Atracción Turística Maya

 
¿Son por lo tanto menos indígenas? Los mayas en esta área, ¿son realmente algo del pasado? Ser Maya-Chortí ciertamente parece ser un asunto complicado en esta zona. Mucha gente local minimiza la existencia de estos mayas, al mismo tiempo que se apropian de su nombre. Mientras tanto, algunas aldeas Chortí exhiben su cultura para los turistas y otros se rehúsan a identificarse con su ascendencia.
 
Mujeres en las calles de Copán Ruinas

“En el pueblo, algunos dicen que los mayas aquí ya no existen. Pero si se visitan las aldeas alrededor, uno ve una realidad diferente. Muchos Chortí aún viven allí. Ser Chortí no depende del color de tu piel o de la manera en que te vistes. Es algo que se siente adentro, en tu corazón. Es sobre compartir nuestra cosmovisión, nuestras prácticas y nuestras creencias.” Juan Manuel Peres es un líder comunitario Chortí de hace mucho tiempo. Visité al Sr. Peres en su hogar sin previo aviso pero luego de cambiarse a una camisa limpia me hace tiempo con alegría. Su esposa se mantiene ocupada realizando las tareas del hogar y sus hijos alternan entre jugar y escuchar con curiosidad lo que su padre tiene que decir.


Juan Peres denuncia la marginalización de los Chortís, al mismo tiempo que muchos se apropian de su nombre para fines comerciales. “Otros se llenan los bolsillos con nuestro pueblo y cultura. No vemos un centavo de las ganancias de nuestro centro ceremonial, las famosas ruinas de Copán. Los hoteles, los restaurantes, y la municipalidad llaman ‘Maya’ a esto y ‘Chortí’ a aquello. Incluso la Policía Militar y las compañías mineras se apropian de nuestro nombre. Mientras tanto, mucha de nuestra gente no tiene nada. Nada que comer, ningún lugar donde hacer su casa, nada de tierra para sembrar maíz. Nuestra gente está sufriendo de hambre.”


Antonio Arias no podría estar más de acuerdo. Antonio es el coordinador de una de las dos organizaciones políticas Chortí, CONADIMCHH. Él apartó tiempo para mí en su domingo libre, así que corrí directamente del bus a la oficina de la organización, un cuarto sencillo con dos computadoras viejas y un ventilador. “Nuestra cultura se volvió un negocio, nos convertimos en una exhibición. Una de las atracciones turísticas, por ejemplo, es una visita a la comunidad Chortí de La Pintada, donde niños descalzos con sus muñecas de tusa de maíz cantan el himno nacional en nuestro idioma nativo. Al mismo tiempo no hay un reconocimiento real de nuestra cultura, no hay representación indígena en el consejo local o en los programas de apoyo del gobierno. Casi ningún maya trabaja en el negocio local que lleva nuestro nombre.” La falta de reconocimiento a veces llega al extremo. “De vez en cuando escuchamos sobre estudios, incluso de instituciones gubernamentales, que buscan determinar si en realidad somos indígenas.”


Antonio, el coordinador de CONADIMCHH

 
La negación de la realidad específica Chortí irónicamente también se refleja en las curiosas observaciones de las personas con las que conversé, como un funcionario de la Alcaldía, que se considera “descendiente de maya” y por lo tanto puede reclamar una identidad indígena. Muchos Chortís, por otro lado, parecen estar avergonzados de su identidad indígena y se consideran mestizos. “No quieren aceptar que son indígenas”, me dice Antonio. “Comemos lo mismo, compartimos la misma cosmovisión, uno puede ver su cultura dentro de ellos. Pero ellos se identifican como mestizos, como el resto de la sociedad. A nosotros nos insultan.”

 
“Un indio sin tierra es un indio muerto”

 
Aunque la cultura es un elemento cambiante y algo de su cultura ancestral permanece, la marginalización y la asimilación que sufrieron durante siglos dejaron cicatrices evidentes en la identidad Chortí. Los Chortís con quienes hablé, lamentan haber perdido mucho de su cultura. Otro aspecto que han perdido los Chortí es la tenencia de su tierra ancestral… tierra y cultura… recuperar éstas es el corazón de la lucha de los Chortí, como la de muchos otros pueblos indígenas. Una lucha no puede existir sin la otra. “Un indio sin tierra es un indio muerto”, me dijeron tanto Juan Peres como Antonio Arias. Antonio agrega, “La tierra es lo que garantiza nuestra identidad, nuestra supervivencia”.

 
Desde que los colonizadores españoles invadieron sus tierras, los Chortí han llevado a cabo actos esporádicos de resistencia. En 1995 esa resistencia revivió. Tanto Pedro como Antonio han dedicado la mayoría de su vida adulta a ello y me cuentan sobre la lucha Chortí para recuperar su tierra, su cultura y su identidad. En esa lucha sus oponentes han criminalizado, encarcelado y asesinado a sus compañeros que se atrevieron a organizarse. Eventualmente el estado de Honduras le prometió 14.700 hectáreas a los Chortí en 1997. Hasta hoy han recibido 4500 hectáreas de tierra poco fértil donde es muy difícil cultivar.


Pedro, con una larga experiencia de lucha para la comunidad Ch’ort’i
La mayoría de los habitantes de Copan Ruinas, urbanos y rurales, ricos y pobres, niegan categóricamente el reclamo maya a sus territorios ancestrales a pesar de que son poderosos terratenientes que poseen muchas de estas tierras. Sin embargo, el respeto local para los Chortí y su lucha por recuperar la tierra y la cultura pueden dar un giro radical. Irónicamente, esta apreciación viene debido a la llegada de lo que Antonio declara como otro proyecto colonial, una compañía minera llamada Minerales Chortí, S.A. En septiembre 2015, a esta compañía minera le fue otorgada la licencia para explorar 2,819 hectáreas de la región en búsqueda de minerales, oro se rumora. Específicamente, en esta parte del mundo las actividades mineras resultaron menos que beneficiosas para la población y su ambiente.

CONADIMCHH, la organización de Antonio, está en primera linea de la resistencia en contra de la presencia de una compañía minera en su territorio. CONADIMCHH ha unido fuerzas con la “Coalición Ambientalista de Copán Ruinas”, una organización establecida por ciudadanos preocupados y las Juntas Locales de Agua. El reconocimiento de la identidad Chortí se volvió una herramienta crucial en esta resistencia, el resurgimiento y el orgullo de esta identidad Chortí llegaron ser un resultado de la lucha.


Escavando oro, escavando identidad

 
Rode Murcia es coordinadora de la Coalición Ambientalista. Ella me recibe en su oficina, un cuarto pequeño detrás de la energética sala de la familia. “Antes, muchas comunidades no sentían la necesidad de organizarse. Muchas personas aquí perdieron sus tradiciones. El prospecto de una mina en nuestro territorio llevó a muchos a cuestionar su realidad, las relaciones de poder que les rodean y nuestra historia, e hizo que muchos valoraran sus raíces. Una de las metas de nuestra lucha es reconocer su identidad cultural, percibir la importancia y el valor de decir “Soy maya, son indígena.”
El esfuerzo de alzar la consciencia obviamente ha dado algunos resultados. Visité la comunidad mestiza de El Quebracho, una de las aldeas organizadas en las juntas de agua que serían afectadas por el proyecto minero. A medida que cae la tarde, comparto sentada con seis hombres en el patio comunal, uno de ellos siendo el que lleva la conversación. “No nos consideramos una comunidad Chortí pero ahora que estamos comenzando a organizarnos en contra de este proyecto minero nos vemos como descendientes de los mayas. Nos damos cuenta que somos todos uno y que nos tenemos que unir. Antes repudiábamos a lo maya, ahora estamos orgullosos de nuestros orígenes.”

 
Hablando con los hombres en El Quebracho

 
Reconocer la identidad indígena es también una elección estratégica de resistencia. Los activistas de Derechos Humanos y ambientalistas argumentan que la ley de minera nacional de Honduras sirve principalmente a las compañías mineras. Sin embargo, un Tratado de la Organización Internacional del Trabajo, número 169 para ser exactos, está al servicio de los derechos de los pueblos indígenas y tribales. Incluye una declaración estableciendo la consulta abierta, previa e informada como requisito sobre proyectos de desarrollo en sus territorios, “con el objetivo de llegar a un acuerdo o consentir las medidas propuestas.” Honduras ratificó este tratado en 1995.
“Como pueblos indígenas, como Maya-Chortí, hacemos un llamado a nuestro derecho de ser consultados”, afirma Antonio. Es Rode quien me brinda un vistazo a la relevancia de la identidad como herramienta de esta lucha. “No le conviene al gobierno reconocernos como pueblos indígenas porque saben que de acuerdo al Tratado 169, esto nos concede derechos.” Los nativos que se identifican como indígenas, algo por lo que varios Chortí han luchado por mucho tiempo, se ha convertido en un arma de resistencia.
Las concesiones para la exploración están ahí. En el futuro, el gobierno de Honduras podría otorgarle a la minera las concesiones para la explotación. De manera alternativa, los locales y su resistencia podrían lograr que la totalidad del proyecto minero resulte en nada más que en una falsa alarma. Lo que ya no puede retroceder es el aumento de la consciencia cultural, el orgullo en la ascendencia maya y su identidad. Es el primer paso en el resurgimiento de las tradiciones, la reapropiación de la cultura y cosmovisión ancestral, el revivir de la identidad propia. Quién sabe, ahora los lugareños están unidos contra el proyecto minero, tal vez en el futuro estarán unidos en la lucha por la tierra y cultura Chortí.

 
*Traducido por Raul Valdivia
Fuente: Frake Decoodt
Publicado por M4

vía:
 http://www.biodiversidadla.org/Principal/Secciones/Documentos/Honduras_Luchando_contra_munecas_de_tusa_y_la_mineria

Venezuela: La “oposición democrática” en Venezuela: peor que el fascismo....





Atilio A. Boron
Rebelión




La secuencia de los acontecimientos que tienen lugar en la República Bolivariana de Venezuela demuestran que la estrategia de la mal llamada “oposición democrática” es una conspiración sediciosa para destruir el orden democrático, arrasar las libertades públicas y aniquilar físicamente a las principales figuras del chavismo, comenzando por el mismísimo presidente Nicolás Maduro, su familia y su entorno inmediato. Los opositores están recorriendo metódicamente los pasos indicados por el manual desestabilizador de “no violencia estratégica” (¡sic!) del consultor de la CIA Eugene Sharp. No puede haber el menor equívoco en la interpretación de las criminales intenciones de esa oposición y de lo que, si llegaran a triunfar, serían capaces de hacer. Si sus jefes lograsen involucrar militarmente a Estados Unidos en la crisis venezolana propiciando la intervención del Comando Sur –con la tradicional colaboración militar de los infames peones de Washington en la región, siempre dispuestos a respaldar las aventuras de sus amos del Norte- arrojarían una chispa que incendiaría la reseca pradera latinoamericana. Las consecuencias serían catastróficas no sólo para nuestros pueblos sino también para Estados Unidos que seguramente cosecharía, como en Girón, una nueva derrota en nuestras tierras.

Esa es la apuesta de esta oposición, canallescamente exaltada por la prensa hegemónica mundial -como antes lo hiciera con “los combatientes por la libertad” en Nicaragua y, después, en Libia e Irak- y que miente descaradamente al presentar lo que realmente está ocurriendo en Venezuela. La tentación de la derecha venezolana de internacionalizar el conflicto y atraer al músculo militar del imperio cobró nuevos bríos al conocerse las recientes declaraciones del jefe del Comando Sur, Almirante Kurt Tidd, ante la Comisión de Fuerzas Armadas del Senado de Estados Unidos, y sobre todo cuando se hizo pública la designación de Liliana Ayalde como Vice Jefa Civil del Comando Sur. Esta se desempeñó como embajadora de Estados Unidos en Paraguay en vísperas del “golpe parlamentario” contra el gobierno de Fernando Lugo, ocasión en que se movió tras bambalinas para garantizar el éxito de los golpistas. Luego de unas breves vacaciones retornó a la región para ocupar el mismo cargo pero esta vez en Brasilia, donde alentó y auspició el “derrocamiento institucional” de Dilma Rousseff. Consumada su obra regresó a Estados Unidos en busca de nuevas misiones desestabilizadoras y la encontró en el Comando Sur. En otras palabras, la número dos esa organización es mucho más peligrosa que su jefe: hija de un médico colombiano radicado en Estados Unidos, Ayalde es una temible experta en demoliciones políticas, y fue designada (¡seguramente por obra del azar!) para el cargo que hoy ocupa en Febrero del corriente año, en coincidencia con la intensificación de las protestas violentas en contra del gobierno bolivariano. Según puede leerse en el sitio web del Comando Sur su misión es “monitorear el desarrollo y refinamiento de la estrategia regional del Comando Sur y sus planes de cooperación en materia de seguridad”. Lo que la oposición “democrática” venezolana desea es precipitar una violenta “transición” al pos-chavismo, re-editando en la patria de Bolívar y de Chávez la tragedia ocurrida en Libia o Irak. Ese es su plan, el modelo que se desprende de las desaforadas e irresponsables arengas violentistas de sus líderes y lo que el Comando Sur y su tenebrosa vice jefa tienen en carpeta. Pocas designaciones podrían haber sido más oportunas que ésta para alentar a los sectores violentos de Venezuela. Y pocas actitudes serían más suicidas del gobierno venezolano que pretender apaciguar a los violentos con concesiones de distinto tipo. Desgraciadamente ha llegado “la hora de los hornos” y sólo podrá verse la luz, como decía José Martí, si el estado aplica todo el rigor de la ley y apela a la eficacia de su fuerza para someter sin miramientos al vandalismo de la derecha y aplastar el huevo de la serpiente antes de que sea demasiado tarde.

¿Fascistas? Sí, por sus métodos, similares a los empleados por las bandas armadas de Mussolini y Hitler para aterrorizar a italianos y alemanes sembrando destrucción y muerte por la nueva oleada terrorista; fascistas por su contenido político, pues su propuesta es intrínsecamente reaccionaria al pretender borrar de un plumazo, como infructuosamente se intentara en el golpe de estado del 11 de Abril del 2002, todas las conquistas populares alcanzadas desde 1999 en adelante. Fascistas también por la absoluta inmoralidad e inescrupulosidad de sus líderes, que alimentan el fuego de la violencia, incitan a sus bandas de lúmpenes y paramilitares a atentar contra la vida y la propiedad de los venezolanos y las agencias e instituciones –hospitales, escuelas, edificios públicos, etcétera- del estado y que no se arredran ante la posibilidad de sumir a Venezuela en una cruenta guerra civil o, en el improbable caso de prevalecer, convertir a ese país en un abominable protectorado norteamericano.

Dicho todo lo anterior los opositores venezolanos son peores que los fascistas en la medida en que estos conservaban, por lo menos, un cierto sentido nacional. Sus congéneres italianos y alemanes ni remotamente se arrastraron en el fango de la política internacional para ofrendar sus países a una potencia extranjera como lo hace, hundida para siempre en eterna ignominia, la derecha venezolana que alternativamente gime o aúlla para que su patria, la patria de Simón Rodríguez y Francisco de Miranda, de Simón Bolívar y Hugo Chávez, se convierta en una abyecta colonia norteamericana. Tratarlos de fascistas sería hacerles un favor. Son mucho peores y más despreciables que aquellos.






vía:
http://rebelion.org/noticia.php?id=225863

Ecuador: ¿por qué decimos no a microsoft office365?.....Santiago Garcia Gago

Santiago Garcia Gago

La Corporación Nacional de Telecomunicaciones de Ecuador (CNT) presentó el pasado 22 de marzo de 2017 con bombos y platillos su nuevo servicio CNT-Office365. Una alianza público-privada entre esta entidad estatal y la empresa Microsoft.
La CNT pretende “impulsar tu vida tecnológica al máximo” por “un mínimo precio”. Ofrecerá los siguientes servicios de Microsoft: la nube OneDrive, licencia de Office365 y 60 minutos de llamadas mensuales por Skype, todo por “5 $USD adicionales a cualquier plan móvil a partir de $12.99”.
https://twitter.com/CNT_EC
Pensamos que esta alianza es peligrosa y equivocada, igual de errada que si la firmara con Google for Business pero, ¿por qué tanto revuelo?
1. ¿Dónde está la alianza público-privada en este acuerdo?
La verdad que no lo sabemos porque la mayoría de estos acuerdos son privados y nunca trascienden a pesar de estar firmados por entidades públicas. Pero hasta donde sabemos es ofrecer 2 millones de potenciales clientes a Microsoft. Si de esos dos millones de usuarias y usuarios actuales de la CNT solamente 500 mil contrataran este servicio supondría una ganancia para Microsoft de 2.5 millones de dólares. ¿Dónde está entonces la ganancia para la CNT? ¿En ofrecer un servicio “atractivo” y con eso ganar más clientes? ¿Qué tipo de alianza es esa?
Alguien estará pensando que entonces por qué tanto escándalo. Al fin y al cabo es una empresa pública ofreciendo los servicios de una privada para quien quiera contratarlos. No es tan sencillo porque…
2. Microsoft facilita el espionaje
Como tenemos la memoria débil y los medios nos bombardean cada día con mś y más infromación ya se nos olvidó que Edward Snowden demostró que la NSA contaba con un sistema de vigilancia masiva de Internet llamado PRISM que, además, evidencia que Microsoft facilitó la explotación de agujeros de seguridad de programas como Skype. Y no, no lo hicieron para espiar a supuestos terroristas. Según la NSA todos somos supuestos espías y por eso recolectaron indiscriminadamente de todo el mundo a través de estas aplicaciones de Microsoft y otras compañías. Y subrayo lo de que las compañías ayudaron a la NSA a romper sus propios sistema de seguridad.
¿Eso no lo debería evaluar la CNT? Porque además…
3. Microsoft recopila tu información y la vende a terceros
No es sólo una cuestión de espionaje. Microsoft, al igual que todas las compañías que ofrecen servicios gratis trafican con nuestros datos personales. Y no lo decimos nosotrxs, lo ponen bien clarito en su política de privacidad las mismas compañías. Es probable que la CNT no se la haya leído, pero lo hicimos por ellos, para que tengan claro que le ofrece Microsoft a sus clientes:
¿El software recopila mi información personal?
Si conecta su dispositivo con Internet, algunas características del servicio o software pueden conectarse con Microsoft o con el sistema informático del proveedor de servicios para enviar o recibir información. No siempre recibirá una notificación independiente cuando esto ocurra. Si decide utilizar alguna de estas características, acepta enviar o recibir esta información cuando utilice esta función.
¿Cómo utilizamos su información?
Microsoft utiliza la información que recopila a través de las características del servicio y software para actualizar o corregir el servicio y el software y para personalizar de otro modo la experiencia del usuario o para mejorar nuestros productos y servicios. Nosotros podremos utilizar esta información que recopilamos para identificarlo y ponernos en contacto con usted. En algunas circunstancias, también la compartimos con otras personas para mejorar nuestros productos y servicios. [...]. También compartimos datos con las filiales y subsidiarias controladas por Microsoft, con los proveedores que trabajan en nuestro nombre, cuando las leyes lo requieran o para responder a procesos legales, para proteger a nuestros clientes, para proteger vidas, para mantener la seguridad de nuestros productos y para proteger los derechos o la propiedad de Microsoft. Acepta que podremos utilizar y revelar la información como se describe en nuestra Declaración de privacidad.
Si vamos a la referida Declaración de privacidad de Microsoft actualizada en febrero de 2017 nos encontramos este interesante párrafo acerca de dos de los servicios ofrecidos por la CNT.
“Cuando usa OneDrive, recopilamos datos sobre el uso que hace del servicio, así como el contenido que almacena, a fin de proporcionar, mejorar y proteger los servicios”.
“Skype: como parte de la prestación de estas funciones, Microsoft recopila, usa y comparte datos personales, incluyendo los datos sobre sus comunicaciones”.
Por si no quedó claro “recopilan, usan y comparten datos personales incluyendo datos de tus comunicaciones de Skype”. Y una empresa pública como CNT ofrece este servicio promocionándolo como “un impulso de nuestra vida tecnológica”? Claro, es que es muy barato,...
4. Pagamos con nuestros datos
Tras el gancho publicitario de la compañía, no tan ínfimo si calculamos que podrían ganar millones de dólares, se esconde el verdadero motivo de esta alianza. No les interesa lo que pagues, podrían dártelo gratis porque te cobran con tus datos.
Esos datos que aceptas regalar cuando aceptar usar la aplicación. Las aplicaciones gratuitas nos salen muy caras. Nuestros datos no son una mercancía.
“Los datos que ponemos a disposición de las compañías privadas tienen una particularidad diferente: son altamente procesables y pueden producir cambios notorios en nuestras vidas. Nuestros datos constituyen nuestra auténtica humanidad; venderlos es aceptar convertirse en una especie de cartel publicitario interactivo.”
Artículo de Evgeny Morozov profesor visitante en la Universidad de Stanford y profesor en la New America Foundation, en ElPais.es.
Entendemos que este extremo no le importe a una empresa privada, al fin y al cabo se fundó para lucrar por encima de cualquier cosa, incluso de los derechos de las personas. Pero…
5. La CNT es una empresa pública
Estamos de acuerdo en que la CNT no obliga, sólo sugiere este producto. Pero el Estado, como toda entidad pública, debería mirar por el interés de sus ciudadanos, no por el de las empresas privadas. De hecho cualquier empresa privada no firma un negocio que perjudique a sus accionistas. En este caso, los ciudadanos somos los “accionistas” de las empresas públicas, por lo tanto el Estado debería velar en primer lugar por nuestros intereses. Y no es cuestión de que esta propuesta afecta “sólo” a los clientes de la CNT, porque el problema trasciende a esos clientes ya que es una empresa pública.
Entonces, dejamos a los clientes de la CNT sin estos servicios, no porque…
6. Hay alternativas
Hoy por hoy hay varias iniciativas libres y autónomas que hacen lo mismo, o parecido, que Office365. Por ejemplo OwnCloud o Nextcloud. Son aplicaciones que incluso pueden instalarse en servidores propios, y al ser libres podemos auditarlas. Eso significa que sabemos cómo funcionan y nos podemos asegurar que no mandan información privada a terceros. Alguien dirá que no son tan completas como Office365 y quizás tengan algo de razón. Pero perfectamente podrían mejorarse con los recursos que los clientes de CNT entregarán a Microsoft y estaríamos fortaleciendo iniciativas que nos permiten mantener nuestras comunicaciones digitales seguras y autogestionadas al margen de los grandes monopolios.
7. La nube no existe
Cuando subimos algo a la “nube” significa que lo estamos poniendo en la computadora de otro. Ese otro lucra con anuncios en la plataforma, vende nuestros datos a terceros o los regala a las agencias de seguridad. De eso viven. ¿No sería mejor tener los datos en nuestros propios servidores? Los ejemplo de plataformas que mencionamos anteriormente se pueden instalar en servidores propios, que podrían ser del Estado o de empresas cooperativas apoyadas con fondos públicos. Y cuando hablamos del Estado, nos referimos a todos los ciudadanos de un país, no hablamos del Gobierno. Eso significa que podrían estar auditados por la ciudadanía y buscar la forma de garantizar que todos los datos se guardan cifrados para proteger la privacidad de quienes los usan. No queremos nuestros datos en manos de empresas ajenas y tampoco de Gobiernos propios.
Porque esta situación…
8. No sucede sólo en Ecuador
Cuando Mauricio Macri, recién electo presidente de Argentina, fue a su primera reunión del Foro Mundial de Davos (ese donde ricos, políticos y empresarios diseñan los designios económicos del mundo), ¿saben con quién se reunió primero? Sí, con Microsoft que le ofreció regalar software a los estudiantes argentinos y luego con Facebook para un programa piloto de “modernización digital” del Estado llamado Facebook at Work que, básicamente, era gestionar la mayoría de datos y comunicaciones públicas sobre servidores y plataformas de Facebook (?).
Entenderíamos estos acuerdos en el marco de un gobierno como el de Macri, pero ¿en Ecuador?
9. Discurso contradictorio
El Gobierno ecuatoriano que hasta abril de 2017 encabeza Rafael Correa tiene un discruso contradictorio en muchos aspectos, también en el tecnológico. Dentro de este doble discurso el presidente hizo un alegato público a favor del software libre en este video pero firmó en 2008 el decreto 1014 que “sugiere” al Estado el uso de alternativas libres. Pero como sólo sugiere quedó en papel mojado para la mayoría. Aunque es cierto que algunas entidades se lo tomaron en serio y han migrado casi al 100% de sus servidores y equipos de escritorio como el Misterio Coordinador del Conocimiento y el talento humano es verdad que el resto van muy por detrás.
Ecuador fue además un ejemplo mundial cuando desde instituciones públicas se convocó el FLOK, un proceso innovador pare repensar la economía y la sociedad desde el “bien común”. El Gobierno ganó las elecciones de 2013 con la promesa de migrar de una matriz productiva extractivista a la economía social y diversa del conocimiento libre y abierto. Pero luego, su institución bandera de ese proceso como es Yachay, la Universidad del conocimiento, firmó uno de sus primeros convenios con Movistar y luego con Microsoft. Y ahora, la CNT se casa con Office365.
Quizás no es posible hacerlo de otra forma, pero…
10. Se puede intentar
Por no hablar de Europa, donde varios países y municipios legislan en favor de la protección de datos y se decantan por el uso de tecnologías y software libre en beneficio de sus ciudadanos (también pensando en lo que se ahorran en licencias), en América Latina tenemos el caso de Bolivia. Con sus más y sus menos ha hecho una apuesta clara por el software libre y por Ley ha comenzado la migración de sus entidades públicas.
De hecho, ¿nunca te has preguntado por qué mientras Microsoft y otras compañías similares llegan a acuerdos de este tipo con gobiernos por todo el mundo, la administración pública del gobierno se su propio país, los Estados Unidos, NO usan este tipo de herramientas en sus empresas o administraciones públicas? ¿Por qué será?
El objetivo de fondo de toda esta discusión no es si usamos un software u otro. Se trata de obligar a los gobiernos a no aceptar la “inversión privada” a costa de los derechos de tus ciudadanos. Aunque si son capaces de concesionar territorio nacional para que lo exploten mineras extranjeras por encima de los derechos de su naturaleza y quienes habitan en ella, qué no harán con la tecnología.
Este acuerdo es un paso atrás en el camino hacia la soberanía tecnológica. Lo peor de todo es que parece no importarle a nadie. La gente presumirá ahora de “tener una nube de 1 terabyte por 5 dólares. Por eso, como dice Joan Subirats, debemos “politizar la fascinación tecnológica”.
Como nota anecdótica, pero muy significativa, ¿te has fijado que todos los que están firmando este acuerdo son…¡hombres!?
https://twitter.com/CNT_EC

vía:
https://radioslibres.net/article/por-que-no-a-microsoft-office365/

Chile: Dictan acusación contra Juan Emilio Cheyre por caso “Caravana de la Muerte”.... El Ciudadano





El ministro en visita de la Corte de Apelaciones de Santiago, Mario Carroza, dictó acusación en contra de 16 miembros del Ejército en retiro por su responsabilidad como autores y cómplices de los homicidios de 15 personas en el “Episodio La Serena” del denominado caso Caravana de la Muerte.

El magistrado responsabilizó a Pedro Espinoza Bravo, Sergio Arredondo González, Juan Chiminelli Fullerton, Ariosto Lapostol Orrego y Víctor Alegre Rodríguez en calidad de autores y a Emilio de la Mahotiere González, Luis Felipe Polanco Gallardo, Jaime Ojeda Torrent, Hernán Valdebenito Bugmann, Guillermo Raby Arancibia, Hugo Leiva González, Juan Emilio Cheyre Espinosa, Mario Vargas Miguieles, Mario Larenas Carmona, Luis Humberto Fernández Monjes y Luis Araos Flores como cómplices de los secuestros de las 15 víctimas detenidas el 16 de octubre de 1973.

Óscar Aedo Herrera, Marcos Barrantes Alcayaga, Mario Ramírez Sepúlveda, Hipólito Cortés Álvarez, Jorge Contreras Godoy, Roberto Santa Cruz, Jorge Jordán Domic, Gabriel Vergara Muñoz, Carlos Alcayaga Varela, Jorge Osorio Zamora, Jorge Araya González, Óscar Cortés Cortés, Manuel Marcarian Jamett, Víctor Escobar Astudillo y Jorge Washington Peña Hen, son las víctimas de los crímenes perpetrados ese 16 de octubre de 1973.


El “Episodio La Serena”


Dentro de los antecedentes que la investigación logró determinar, se establece que a raíz de los hechos acaecidos en el país a contar del 11 de septiembre de 1973, el Comandante en Jefe del Ejército de la época Augusto Pinochet Ugarte, habría encomendado a su subalterno el General de Brigada Sergio Arellano Stark (actualmente fallecido), recorrer el país, para que acelerara los procesos que afectaban a detenidos políticos y en su caso, proceder a ejecutarles.

En una de las etapas de esta acción ilícita, en horas de la mañana, del día 16 de octubre de 1973, el General Arellano arriba a la ciudad de La Serena en un helicóptero “Puma” del Ejército de Chile, con un grupo de militares, entre los que se encontraban los oficiales Sergio Arredondo González, Pedro Espinoza Bravo, Emilio de la Mahotiere González, Luis Polanco Gallardo, Juan Chiminelli Fullerton, Marcelo Moren Brito (fallecido) y Hugo Héctor Leiva González.

Luego de bajar, Arellano sostiene reunión con el Primer Comandante del Regimiento de Artillería N°2 Arica de La Serena, Ariosto Lapostol Orrego, y le informa de su misión, para la cual requiere del Fiscal Militar Manuel Adolfo Cazanga Pereira (fallecido) los procesos militares donde figuraban prisioneros políticos y a continuación selecciona a los detenidos que debían ser ajusticiados.


Sergio Arellano Stark

A fin de dar cumplimiento a esa decisión, un contingente del Ejército (dentro del cual estaba Cheyre) en vehículos fiscales a cargo del Sub-Oficial Hector Vallejos Birtiola (Fallecido) y el Sargento Luis Segundo Esteban Araos Flores, se trasladan hasta la Cárcel Pública de La Serena y retiran de la prisión a las mencionadas 15 víctimas.

Todos ellos fueron trasladados sin decreto ni autorización alguna al Regimiento y a disposición de la autoridad militar de la ciudad de La Serena. Paralelamente a esta circunstancia, es sacado desde los calabozos del mismo Regimiento el detenido Oscar Gastón Aedo Herrera, a quien conducen y lo unen a los demás prisioneros, hasta el polígono de tiro de ese recinto militar.

El referido polígono de tiro del Regimiento La Serena se encontraba custodiado por dos anillos de seguridad, el primero se encontraba ubicado en el patio de la unidad militar y estaba a cargo del entonces subteniente Mario Emilio Larenas Carmona y el segundo anillo de seguridad, muy cerca del primero, a cargo del Sargento Primero Héctor Omar Vallejos (fallecido), secundado por el entonces Cabo Primero Luis Humberto Fernández Monjes, junto a un grupo de soldados reservistas. Una vez en el polígono, los detenidos son ajusticiados sin juicio previo, mediante disparos efectuados por personal del Ejército.

A continuación, y de la manera cómo ya estaba previsto, los efectivos del Regimiento procedieron a inscribir las defunciones de las víctimas sin habérseles practicado las autopsias respectivas, ni menos el reconocimiento por parte de sus familiares, para después, personal militar procede al traslado de sus cuerpos hasta el Cementerio local y les sepulta en una fosa común, de manera oculta, para lo cual las autoridades del Regimiento habían previamente efectuado las coordinaciones pertinentes con la administración del Cementerio Municipal.

Una vez concluida la etapa de desaparición de los cuerpos de las víctimas, las autoridades del Regimiento, particularmente la Jefatura de Zona, resuelven publicar en los medios de comunicación un Bando Militar informando a la ciudadanía la ejecución de quince extremistas en cumplimiento de lo resuelto por Tribunales Militares en Tiempos de Guerra, lo que tanto el Comandante del Regimiento, como su Ayudante que lo lleva a los medios de comunicación y los oficiales de dicha unidad militar, tenían la certeza que no había acontecido y que el ajusticiamiento ocurre sin juicio previo, fundada en la sola circunstancia de su ideología.


Reconstitución de escena de “Episodio La Serena” de la Caravana de la Muerte

En el año 1998, el Servicio Médico Legal habría encontrado osamentas humanas en el Cementerio Municipal de la Serena, por lo que efectuó peritajes y diligencias de reconocimiento, logrando identificar a las 15 víctimas fusiladas el 16 de octubre de 1973, verificando que todas ellas presentaban múltiples impactos de proyectil en diferentes partes de sus cuerpos.

En septiembre pasado, el ministro Mario Carroza reabrió el sumario del “episodio La Serena” de la “Caravana de la Muerte”, tras la aparición del libro de guardia de la cárcel de esa ciudad de octubre de 1973. En dicho documento se habla de la salida del recinto de al menos 50 presos políticos, entre los cuales estaban los 15 que forman parte del caso.

La información contenida en el libro reafirmaría el testimonio de Nicolás Barrantes, entonces de 17 años, hermano de una de las víctimas de la Caravana (Marcos Enrique Barrantes), quien declaró que fue torturado por Juan Emilio Cheyre en el regimiento Arica de La Serena.Fuente: Poder JudicialAbril 26, 2017..


vía:http://www.elciudadano.cl/2017/04/26/380226/dictan-acusacion-contra-juan-emilio-cheyre-por-caso-caravana-de-la-muerte/

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