viernes, 1 de abril de 2016

Brasil: 5 razões para rechaçar o golpe (mesmo se você não apoia Dilma) .....Najla Passos


Ser contra o Impeachment se baseia na convicção de que há muito mais em jogo do que manter o projeto de poder de um partido específico.

Najla Passos



Atenção você, esquerdista ou não, nacionalista ou não, progressista ou não, que acredita na democracia e nas conquistas civilizatórias, que não fecha acordo com fascistas e seus seguidores desavisados, mas também não se sente à vontade para ir às ruas defender o governo Dilma do ajuste fiscal, da Lei Antiterrorismo e do acordo com o PSDB para entregar o pré-sal ao capital estrangeiro: este artigo é uma tentativa de diálogo exatamente com você!

Por mais que a mídia e a oposição insistam em classificar os movimentos pela democracia como uma ação exclusiva dos apoiadores do governo petista, o que você irá encontrar nas trincheiras da luta é algo muito mais diverso – e muito mais simbólico. As razões de todos se unirem ali estão muito além da defesa de uma presidenta que frustra as expectativas da maioria: elas passam pela convicção de que há muito mais em jogo do que manter o projeto de poder de um partido específico.

Confira aqui cinco razões porque é preciso lutar contra o golpe e pela democracia… ainda que você não tenha lá nenhuma simpatia pelo governo Dilma:

1 - Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe sim!

O impeachment é um dispositivo previsto na Constituição Federal. Portanto, perfeitamente legal, desde que respeite as condições impostas pela própria carta magna. Uma delas é a de que o mandatário tenha cometido crime de responsabilidade, algo que a presidenta Dilma Rousseff não o fez. “Nós estávamos acostumados com golpes debaixo de canhões, com tanques nas ruas, mas golpe institucional também é golpe”, alerta a senadora Vanessa Graziotin (PcdoB-AM).

A questão é mais complexa porque existem, sim, suspeitas de que a campanha de Dilma possa ter sido beneficiadas com doações ilegais e até mesmo que ela tenha feito vista-grossa ou tentado interferir nas investigações sobre a corrupção na Petrobrás. Mas são apenas suspeitas, nenhuma delas comprovada. Pelo menos até este momento, não há sequer investigação em curso contra a presidenta. Muito menos acusação formal. “Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe", respalda o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello.

O pedido de impeachment que tramita na Câmara tem como base não as investigações da Operação Lava Jato, como a mídia faz parecer, mas as chamadas “pedaladas fiscais”, aqueles adiantamentos que a presidenta autorizou os bancos públicos a fazerem para pagar programas sociais. E isso - nunca antes na história desse país – chegou a ser cogitado como sendo crime responsabilidade. É prática corrente entre governadores e prefeitos. Pelo menos 17 governadores já “pedalaram”. Só o de São Paulo, o tucano Geraldo Alkimin, autorizou 31 desses adiantamentos.

2 – Não faz sentido trocar Dilma por Temer ou Cunha!

O pedido de impeachment contra a presidenta Dilma se sustenta nas pedaladas fiscais que seu governo praticou na gestão passada. Mas elas não foram responsabilidades exclusivas da presidenta. Enquanto ela estava em viagens oficiais, seu vice, Michel Temer, também assinou algumas. Então, faz algum sentido tirá-la do cargo para que ele assuma? Há alguma lógica nesta proposta que não seja a de colocar no poder alguém que não foi exatamente eleito para exercê-lo?

Mas vamos imaginar então que a chapa deles seja cassada, que Temer também sofra um impeachment ou seja levado a renunciar. Aí fica mais complicado ainda: o presidente da república, então, será o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), este sim acusado por vários crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, réu em processo que tramita no STF. Nessa altura, já fica difícil sustentar a tese golpista de que o impeachment é um antídoto contra a corrupção, não é?

3 – O 'sindicato de ladrões' que irá julgar Dilma não têm legitimidade para fazê-lo.

Esta semana, o mundo se espantou com a manchete “Sindicato de ladrões irá votar o impeachment de Dilma”, estampada pelo jornal estadunidense Los Angeles Times, na sua edição da última segunda (28). A reportagem revela que, segundo a ONG Transparência Brasil, dos 67 deputados que integram a comissão que irá decidir o impeachment da presidenta, 37 são acusados de crimes muito mais graves do que as pedaladas de Dilma.

Além disso, o processo é todo ele conduzido por Cunha, desafeto antigo da presidenta Dilma e uma criatura que, além de réu investigado por crimes gravíssimos, tem utilizado seu cargo para manobrar - de forma explícita - a Comissão de Ética da Câmara, com o propósito de escapar de ter o mandato cassado ou sofrer quaisquer outras punições. Legitimidade, aí, passou longe!

4 – Não haverá trégua política e nem retomada do crescimento econômico!

Mas vamos fazer o exercício de imaginar que o golpe aconteça e Temer ou Cunha assuma a presidência. O que virá depois? A tese alardeada pelos golpistas é a de que haverá uma trégua política, o país voltará à normalidade democrática em curto período de tempo, proporcionando assim um ambiente favorável ao enfrentamento da crise econômica e à retomada do crescimento. Na avaliação do professor de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, trata-se de pura falácia. “Se houver golpe, também haverá luta”, alerta.

Segundo ele, a sociedade brasileira não é mais aquela de meados dos século passado, que não conseguiu reagir rapidamente às rupturas democráticas de 1954, coroada com o suicídio de Getúlio Vargas ao suicídio, e de 1964, quando o golpe instaurou a ditadura militar. Os movimentos sociais que surgiram e cresceram nos últimos 30 anos irão resistir. “As elites financeiras, políticas e midiática erram ao acreditar que a sociedade brasileira no século 21 é a mesma do século passado. Ledo engano. Não somos mais o país agrário com uma sociedade politicamente desorganizada”, ressalta.

Os almoços de família não voltaram a ser tranquilos como antes, a polarização continuará se materializando em violência. Na avaliação do professor, o mais provável é que ocorra acirramento dos ânimos, da intolerância e da luta de classes que já está nas ruas, com os movimentos de mulheres, de jovens secundaristas, de trabalhadores sem-teto. “A governabilidade do país poderá depender de um Estado policial ainda mais severo do que o utilizado em 1964. Agora, não bastará intervir nos sindicatos”, avalia.

5 - O impeachment vai aprofundar o ajuste fiscal e o corte de direitos!

O golpe não é um fim em si mesmo, construído ainda que com o objetivo pouco republicano de acabar com uma força política do espectro brasileiro. Ele é o instrumento adotado pelo conjunto de forças golpistas que visam terminar de vez o serviço que iniciaram no governo Fernando Henrique Cardoso, e que, inclusive, obteve avanços pontuais nos governos Lula e Dilma: a implantação do modelo neoliberal no país.

Prova disso é o documento “Ponte para o futuro”, apresentado pelo PMDB como uma alternativa para o desenvolvimento do país, mas que serve mesmo é como cartão de apresentação da campanha “Temer presidente”. Com o apoio da oposição, do empresariado e da mídia cartelizada, o documento deixa claro que a gestão econômica será ainda mais ortodoxa do que já é. O ajuste fiscal será aprofundado. O corte de direitos trabalhistas e programas sociais, a regra.

Neste contexto, propostas como a de terceirização total da mão de obra, reforma da previdência, redução do salário mínimo e dos gastos com políticas sociais, privatização das estatais e entrega do pré-sal ganham amplo espaço. “Num cenário de democracia fraturada, o aprofundamento de políticas econômicas de austeridade requer a radical supressão de direitos sociais e trabalhistas. Neste caso, o foco é acabar com a cidadania social conquistada com a Constituição de 1988, marco do processo civilizatório brasileiro”, sintetiza Fagnani.


Créditos da foto: José Cruz / Agência Brasil

vìa:
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/5-razoes-para-rechacar-o-golpe-mesmo-se-voce-nao-apoia-Dilma-/4/35840

Colombia: Desplazamiento forzado......una de las formas de pérdida múltiple más cruel....Por Fernanda Sánchez Jaramillo*

El desplazamiento, que comenzó hace más de medio siglo en Colombia, ocurre en varias generaciones de una misma familia y, varias veces, esto ha aumentado en los últimos 10 años.Colombia ocupa el segundo lugar, después de Siria, entre los países con mayor número de desplazados internos. Las crisis humanitarias, y el desplazamiento, han generado afectaciones sociales, económicas, culturales y en salud."


Por Fernanda Sánchez Jaramillo*


Radio Macondo- El desplazamiento forzado representa una de las formas de pérdidas múltiples más crueles porque el individuo pierde su identidad, su estatus social y comunitario (1). El desplazamiento, que comenzó hace más de medio siglo en Colombia, ocurre en varias generaciones de una misma familia y, varias veces, esto ha aumentado en los últimos 10 años (2).
Alfonso Castillo, miembro de la dirección nacional de la Asociación Nacional de Ayudas Solidarias (Andas) trabaja con víctimas de la violencia política y crímenes de Estado como la desaparición forzada, la detención arbitraria, la tortura y el desplazamiento forzado.
“La mayoría de los afiliados –señala Alfonso- provienen del Urabá, del Meta, Guaviare, de los Montes de María, un grupo importante del Tolima, Huila y Norte de Santander, entre otros.
“En los trabajos que ha realizado la organización, en atención psicosocial, lo que hemos encontrado, con más frecuencia, es el dolor del desarraigo, pesar por la pérdida de los bienes materiales, relatos de dolor por la pérdida de familiares y líderes en sus regiones y algunos casos, expresados con más dificultad, el relato de la violencia sexual antes y después del desplazamiento”.
Los afiliados de Andas en Bogotá, en su mayoría desplazados de diferentes regiones del país, han adelantado procesos de duelo y memoria en la Corporación Avre y el Centro de Atención Psicosocial (CAPS), de Colombia, en convenio con el Movice (3).
Andas ha atendido aproximadamente 150 familias, en distintos momentos, las cuales obtuvieron el acompañamiento de organizaciones no gubernamentales y pocas familias han sido atendidas a través de los programas gubernamentales.
En opinión de Alfonso Castillo: “El Papsivi no garantiza el derecho a la recuperación emocional de las víctimas aunque aclara que no se puede ver sólo el Papsivi, sino con otras medidas que ofrece la ley de víctimas, que aún hoy no es el instrumento para reparar a las víctimas, para recuperarlas emocionalmente”.
Entre las múltiples pérdidas que genera el desplazamiento, ser obligados a abandonar su territorio y relocalizarse es quizás la más dolorosa. “En el desarraigo, algo cambió culturalmente porque el desplazado es obligado; ese cambio cultural fragmenta el tejido social, (…), la persona empieza a sentir que no hay lugar el mundo para ella”, afirma Diego Rodríguez, director clínico de Heartland Alliance en Colombia.
El desplazamiento en Colombia, que representa el 91% del desplazamiento del hemisferio occidental y 17% del mundo (4) ha generado serias crisis humanitarias, y por ello, la Corte Constitucional ha declarado el estado de cosas inconstitucional a causa del desplazamiento (5).
Si bien en septiembre de 2015 el gobierno colombiano solicitó a la Corte Constitucional levantar parcialmente el estado de cosas inconstitucional(6), argumentando mejoras en la realidad de estas personas, la situación aún es crítica (7).
Colombia ocupa el segundo lugar, después de Siria(8), entre los países con mayor número de desplazados internos. Las crisis humanitarias, y el desplazamiento, han generado afectaciones sociales, económicas, culturales y en salud.
En los últimos años, Médicos Sin Fronteras (MSF) ha respondido a varias emergencias humanitarias, causadas por el desplazamiento, cuando las instituciones responsables de la atención, no han podido hacerlo por diferentes razones.
Según Néstor Soto Rubiano, psicólogo de Médicos Sin Fronteras, las afectaciones en materia de salud mental son olvidadas o desatendidas por diferentes razones: falta de personal, poco interés en dar la atención o falta de formación del personal, entre otras.
“En algunos casos, cuando se habla de la atención psicosocial ésta se confunde con caracterización de población y actividades lúdico recreativas lo cual deja de lado la necesidad de realizar acciones de promoción y prevención (9) en salud mental (primaria, secundaria y terciaria), que contribuyan con una respuesta integral para disminuir o mitigar problemáticas psicológicas (10) como consecuencia del desplazamiento.
“La prevalencia sintomatológica psicológica puede alcanzar a un 20% de la población durante el primer año después del desplazamiento, razón por la cual podríamos preguntarnos: ¿Qué pasa si no se atiende no sólo a esta población sino a los demás? ¿Podríamos tener mayores tasas y complicaciones?”, afirma Néstor Rubiano Soto.
En las víctimas de desplazamiento hay traumas y pérdidas durante todas las fases del desplazamiento, éste se asocia con una elevada incidencia y prevalencia de trastornos mentales (11).
De ahí la necesidad de brindar acompañamiento psicosocial a las personas desplazadas.
Este acompañamiento, según la Corporación Avre: “Parte del reconocimiento de los impactos producidos por los hechos violentos, pero al considerar a la víctima como un sujeto activo frente a la reivindicación de sus derechos, también reconoce los recursos con los que cuentan las personas, familias y comunidades para poder manejar y afrontar los diferentes impactos”(12).
La magnitud del daño y la manera en que los individuos reaccionan ante el desplazamiento forzado varían según las características de las personas, sus recursos para afrontarlo y las redes de apoyo familiares y sociales, que tengan.
“Por ejemplo, en situaciones de desplazamiento forzado donde el proyecto de vida de las comunidades era el cultivo y el trabajo con la tierra, se vivencian las pérdidas de maneras particulares. En estos casos, el sufrimiento emocional está significado por la incapacidad de poder trabajar la tierra y de relacionarse con el territorio y las comunidades campesinas, afrocolombianas e indígenas.
“Además tienen que vivir en condiciones nuevas, generalmente difíciles y llenas de carencias, que los someten a una elevada tensión emocional. Tanto los hechos violentos como el desplazamiento mismo ponen a la persona en una situación de incertidumbre, desconcierto al no contar con una explicación racional frente a lo sucedido y sentimientos de rabia por encontrarse en una situación generada por otro ser humano”, señala la Corporación Avre (13).
Las personas desplazadas no sólo enfrentan el sufrimiento emocional, presentan además complicaciones de salud: dolores, problemas gastrointestinales y respiratorios, gastritis y pérdida de peso debido a la dificultad para alimentarse (14).
En las mujeres se presentan problemas de desnutrición, osteoporosis, y anemia ya que muchas veces sacrifican su propia alimentación por la de sus hijos y otras personas a su cargo.
“La violencia contra las mujeres dentro del conflicto es considerada una extensión de la discriminación de género en tiempo de paz (…) son objeto del conflicto armado pero tienen que seguirse ocupando de lo que pasa en su casa, de cuidar a sus hijos, a sus padres, por eso el estrés se multiplica en las mujeres desplazadas”, asegura Silvia Gaviria (15), psiquiatra.
A Claudia Quintero, directora de la Corporación Anne Frank, el desplazamiento forzado que sufrió, en el año 2005, afectó su liderazgo pues no pudo continuar con un proyecto de gestión comunitaria en su comunidad de origen.
Cuando se desplazó de Cúcuta (Norte de Santander), su hija (16) tenía 3 años de edad y estaba embarazada de su segundo hijo (17). Hoy ellos tienen 12 y 9 años, son niños que sienten miedo de salir solos, son temerosos y han sido acosados en el colegio, Claudia atribuye esos temores al desplazamiento.
Ella afirma que si bien las personas desplazadas forzadamente demuestran su fuerza y capacidad, no todo se supera completamente: “Yo no conozco la primera persona que haya superado 100% su situación de desplazamiento forzado, si bien conseguimos trabajo, o logramos salir adelante, siguen los traumas, sigue el dolor y se refleja en aspectos como la agresividad y las malas relaciones de pareja”.
Claudia Quintero trabaja con víctimas de desplazamiento forzado, familiares de personas desaparecidas y asesinadas, trata de personas (dentro y fuera de la guerra, interna y trasnacional) y violencia sexual. Estas personas han participado de algunos talleres con el equipo psicosocial de la Unidad de víctimas.
Claudia ha recibido atención de la Unidad de Víctimas. “Yo entré al programa por medio de una queja que interpuse en la Secretaría de Salud, el programa no me identificó ni yo al programa.
“Me da una desazón pensar que otras personas no puedan recibir éste derecho. Entiendo también que es diferente cómo pueda ocurrir en Cundinamarca que en otras regiones, ya que te reitero -dice Claudia- el Papsivi depende de los entes territoriales y, a muchos, el tema de salud mental les parece de poca importancia”.
Según Antonio Hernández, psicólogo de la Corporación Anne Frank, la depresión, el trastorno por estrés postraumático, la hipocondría, el aislamiento social, los delirios de persecución, las fobias especificas, los trastornos de ansiedad, las ideas suicidas, los trastornos del sueño y la desconfianza son comunes entre las personas desplazadas forzadamente.
“El impacto psicológico es enorme. Yo he tenido que afrontar muchos problemas que le atribuyo a esto; incluso con mi pareja, he tenido que superar procesos. Los he manejado solo ya que nunca he asistido a un psicólogo porque es muy complejo hacerlo; si pides una cita en la EPS son 15 minutos de psiquiatría y mandan pastillas. "La unidad para las victimas prioriza a las mujeres, así que como hombre desplazado no es fácil acceder a la ayuda psicológica”, explica Alberto Gutiérrez León.
Alberto es defensor de derechos humanos y se desplazó por primera vez en el año 2001 cuando los paramilitares le hicieron un atentado en Popayán, y se desplazó por segunda vez, en el año 2009.
Después migró forzadamente a Argentina donde vivió como refugiado durante varios años. Esta experiencia le ayudó a madurar en muchos aspectos de su vida pero representó también un riesgo: “el paramilitarismo ha traspasado fronteras e incluso en Argentina sufrimos persecuciones por este grupo armado”.
Alberto regresó hace poco tiempo a su tierra, al departamento del Cauca. Se conectó de nuevo con sus orígenes y tiene nuevas expectativas. “El actual proceso de paz, la tregua unilateral de las Farc y el cese de los bombardeos, por parte del Ejército, permitió mi retorno y aunque tengo riesgo, tengo mucha esperanza de hacer proyectos en mi territorio, lógicamente me voy a cuidar más. Cauca es una tierra de esperanza que fue golpeada por la violencia de la guerra, pero si los exiliados volvemos a trabajar en ella será el primer departamento de paz en Colombia”.

Impactos del desplazamiento forzado en las dimensiones individual y familiar:
  • En el aspecto emocional se presentan sentimientos de amargura, impotencia, tristeza, desesperación, rabia, desesperanza, etc.
  • En el comportamiento estos sentimientos están relacionados con el llanto, el aislamiento y la evasión de situaciones relacionadas con la experiencia.
  • En el plano del pensamiento, podemos identificar reflexiones recurrentes sobre la experiencia sufrida, desesperanza, pesimismo, entre otros.
  • En la memoria, se produce un recuerdo reiterado de los hechos, acompañado de malestar e intenso dolor.
  • Las relaciones interpersonales se ven afectadas, no hay confianza en el otro.
  • Se afectan de manera significativa los proyectos de vida: alteraciones en lo laboral, transformación de las motivaciones y el sentido de vida.
  • Se evidencia en muchas ocasiones un cambio de roles en la dinámica familiar.
En la dimensión colectiva – comunitaria se presentan los siguientes impactos psicosociales:
  • Generación de climas de terror y miedo: clima de desconfianza, silencio, miedo a la denuncia, a reunirse, a expresar sus necesidades, su cultura y su espiritualidad.
  • Destrucción de liderazgos espirituales, políticos: imposición de autoridades no legítimas.
  • Ruptura de dinámicas de transmisión de poder y de saberes culturales, entre otros. Fuente: Corporación Avre (18).


Fases del desplazamiento
*Vulnerabilidad y amenazas pre-expulsión: hay estrés, tensión y angustia porque hay amenazas severas antes de salir. (Combates, secuestros, minas antipersonal, asesinatos, masacres, pérdida de tierra y animales, reclutamiento de niños se dan en esta etapa).
*Expulsión: los eventos precipitantes que marcan la decisión de salir son dramáticos. Por ejemplo, porque mataron al vecino, atrocidades contra la familia, la amenaza se hizo realidad.
*Migración: tiene la expectativa de ir a un hábitat más seguro y en el campo piensan que el hábitat más seguro está en la ciudad, en la población más grande. (En esta fase migran a sitios dramáticos donde son víctimas de asaltos, accidentes automovilísticos, accidentes por otros motivos, hambre, pérdida del hogar y la desconexión total de la comunidad lo cual es dramático y se encuentra como un foráneo en otro sitio).
* Adaptación inicial y relocalización: en la cual la persona debe reorientarse en su nuevo lugar, en la nueva ciudad donde no ha sido parte.
* Relocalización prolongada: en algunos casos cuando la familias se relocalizan se quedan ahí. (En esta fase viven en la pobreza, los niños son expuestos al acoso escolar, aumenta el riesgo de violencia intrafamiliar).
* El retorno al sitio de origen: la persona retorna a su territorio, esto es u evento ocasional a pesar de las legislaciones existentes y los programas recientes que hay; es un evento ocasional, porque muchos permanecen amenazados o con cierto grado de estigma por haber dejado su sitio de origen y haber dejado a otras atrás.
(En esta fase el retorno genera nuevas amenazas y estigma a pesar de los programas existentes para proteger a la población, sus propiedades están a nombre de otros, líderes asesinados por intentar la recuperación de sus propiedades y por retornar) (19). (Fuente: LIV Congreso Nacional de Psiquiatría).

Notas:
(1) LIV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
(2) IV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
(3) Movimiento nacional de víctimas de crímenes de estado
(4) LIV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
(5) Sala de Seguimiento Especial, aquí a la Sentencia T-025 de 2004 en la cual la Corte Constitucional declara el estado de cosas inconstitucional, aquí
(6) http://www.eluniversal.com.co/...
(7) Colombia es única: Número de personas internamente desplazadas (5.7 millones); el paso de zonas rurales a urbanas es del 81%; las ramificaciones sociales del conflicto (Bacrim, paramilitares, narcotráfico, FARC, ELN, M-19, EPL); a través de las décadas han sido víctimas no sólo de un grupo sino de varios; Colombia tiene refugiados 394.000, un número pequeño comparado con el número de desplazados. Colombia tiene 14 desplazados internos por cada refugiado. LIV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
(8) http://www.centrodememoriahistorica.gov.co/...
(9) Prevención: son todas las acciones orientadas a la mitigación, tratamiento y/o eliminación del impacto de la enfermedad
(10) La OMS 2012 presenta algunas cifras y estimaciones de prevalencia de sintomatología leve, moderada y severa en poblaciones afectadas por desplazamiento hasta 12 meses después de ocurrido el evento, en este sentido hace un llamado a la imperiosa necesidad de atención en materia de salud mental integral, entendiéndose esta como la atención no sólo por el profesional de Psicologia sino por personal especializado en psiquiatría así como por acciones de atención psicosocial comunitaria para la prevención. Assessing mental health and psychosocial needs and resources. Toolkit for humanitarian settings WHO-UNHCR. 2012.
(11) Roberto Chaskel. LIV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
(12) Acompañamiento psicosocial con víctimas del desplazamiento forzado fundamentado en los Derechos Humanos, aquí.
(13) ïbidem.
(14) Necesidades en salud de la población desplazada por conflicto armado en Bogotá. Mogollón Pérez, Amparo, Vázquez Navarrete, María Luisa y García Gil, María del Mar. Revista Especial de Salud Pública 2003; 77: 257-266 No. 2 – Marzo-Abril 2003. Páginas 259-260.
(15) La salud mental de las mujeres en el conflicto. Silvia Gaviria, LIV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
(16) El 70% de quienes se desplazan son niños y mujeres. Los indígenas, los afro-colombianos están altamente representados en este grupo de desplazamiento. Esto nuevamente se refiere a ese elemento transcultural porque quienes se desplazan se desplazan a poblaciones que no son necesariamente afro-colombianas o indígenas. Roberto Chaskel LIV Congreso Nacional de Psiquiatría. Aquí
(17) Los niños que nacen en las familias desplazadas internas no entran en las estadísticas, que nacen en los lugares donde las familias no pertenecían originalmente y traen consigo algunas dificultades adicionales. Ïbidem.
(18) http://www.corporacionavre.org/...
(19) Fases del desplazamiento. Conferencia de Roberto Chaskel, LIV Congreso Nacional de Psiquiatría, aquí
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*Fernanda Sánchez Jaramillo, Periodista, magíster en relaciones internacionales y trabajadora comunitaria.
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Fuente: Radio Macondo

vìa:http://www.biodiversidadla.org/Principal/Secciones/Documentos/Colombia_Desplazamiento_forzado_una_de_las_formas_de_perdida_multiple_mas_cruel
 

Economìa: La 'basurización' del capitalismo basura....En este episodio de Keiser Report, Max y Stacy comentan la frase de Ernst Schumacher, estadista y economista que decía que "cualquier tonto inteligente puede hacer que las cosas sean más grandes, complejas y violentas. Solo hace falta un toque de genio y grandes dosis de coraje para moverse en la dirección contraria". En la segunda parte Max continúa su entrevista con Michael Betancourt, con el que conversará sobre la sustitución del mundo físico por un mundo digital.




Chile: Campaña de solidaridad con reportero gráfico Víctor Salazar, colaborador de Resumen.....resumen.cl

[resumen.cl] Pasando un duro momento de su vida se encuentra el reconocido reportero gráfico y colaborador de nuestro medio, Víctor Salazar. Agobiado por un problema de salud, Víctor y su familia requieren de todo el apoyo de quienes estén dispuestos a solidarizar con su causa. Hace unos días el Colegio de Periodistas comenzó una campaña para reunir recursos económicos y de esta manera ayudar a superar el complejo momento por el que pasa su salud.
Quienes deseen colaborar con Víctor Salazar pueden hace depósitos a la Cuenta Corriente 08240044804 del Banco Santander. Titular, su compañera Andrea Berenguer Leon, Rut 6.927.061-1, correo andy.berenguer@gmail.com

vìa:
http://resumen.cl/2016/03/campana-de-solidaridad-con-reportero-grafico-victor-salazar-colaborador-de-resumen/

VictorSalazar

Perú: Nahuas piden declarar municipio "pluriétnico" y “libre de megaproyectos”...Servindi

Indígenas nahuas demandan que se declare “libre de megaproyectos” el municipio de Zacapoaxtla, en el estado de Puebla, y que se reconozca su carácter pluriétnico.
Así lo exigen en un pronunciamiento firmado por más de 100 personas y dirigido al presidente municipal, Guillermo Lobato Toral, en el que solicitan también que se declaren las zonas rurales como áreas naturales y culturales protegidas de acuerdo con la Convención sobre la Protección del Patrimonio Mundial, Cultural y Natural.

Asimismo, demandan la creación de una “Fiscalía Municipal de Justicia Ambiental” que proteja la salud de los habitantes del municipio y garantice que se cumpla la legislación ambiental nacional e internacional.

Hidroeléctrica

En el documento, los firmantes exigen que se niegue el permiso dado a la empresa Gaya S.A. para la construcción de una hidroeléctrica en el río Acapulco.

Explican que la obra implica la deforestación de 60 hectáreas de vegetación en los alrededores del referido río, y que una cuarta parte de su cauce sería desviado.

En el pronunciamiento recuerdan que la Secretaria de Medio Ambiente y Recursos Naturales (Semarnat) desaprobó el proyecto en mayo de 2014, porque el bosque impactado presenta una riqueza biótica que debe conservarse, ya que es un ecosistema frágil y el más septentrional de su clase en el mundo.

Según señaló la Semarnat en su momento, la obra fragmentaría dicho bosque que representa el 1.23 por ciento de la superficie forestal en México y que ya ha sufrido “disminución y degradación en los últimos años”.

En ese sentido, los indígenas nahuas concluyeron que la obra no favorece a sus intereses, sino que, por el contrario, va a “acabar con la naturaleza”, la cual es su “principal fuente de trabajo y alimentación”.

Fuente: Servindi

vìa:
  http://www.biodiversidadla.org/Principal/Secciones/Noticias/Peru_Nahuas_piden_declarar_municipio_plurietnico_y_libre_de_megaproyectos

Argentina: El Día de la Bestia....Obama en Argentina...lavaca

Estados Unidos “ha emprendido mucha autocrítica” informó el presidente Barak Obama durante su conferencia de prensa, en referencia al papel que dicho país jugó durante la dictadura militar argentina iniciada hace exactamente 40 años. No brindó muchas precisiones: “Voy a lanzar un esfuerzo para abrir nuevos archivos”. Ante la levedad del anuncio, los organismos de derechos humanos se negaron a acompañarlo en su tour del jueves 24 de marzo al Parque de la Memoria. Visita, definiciones, y algunos sucesos y reacciones en la ciudad ante las idas y venidas de Obama y su familia en la limusina bautizada La Bestia.
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“Este es un nuevo comienzo” dijo Barak Obama, con la impronta de las frases hechas y pensadas mediáticamente, durante la cena de gala en el Centro Cultural Kirchner.
De paso, bailó el tango Por una cabeza ante 450 invitados de la farándula artística, política, sindical y empresaria, en etapa de digestión de las truchas y los corderos. Obama no se privó de brindar con otro título: “Al gran pueblo argentino, salud”. El presidente Mauricio Macri aportó al clima de amabilidad explícita: “Su visita es en el momento perfecto. Queremos construir relaciones maduras y sensatas con todo el mundo”.
En términos de piropos geopolíticos inéditos desde los tiempos en que el canciller menemista Guido Di Tella calificó como “carnales” las relaciones entre ambos países, Obama también le dijo a Macri: “Vemos que usted desea comprometer a la Argentina a entrar a la comunidad global, para establecer el liderazgo histórico de su país a lo largo de los años. Esto es bueno para la región”.
Las naciones sudamericanas, con Brasil en crisis, habrán tomado nota sobre qué significa esto en términos prácticos, mientras Obama calificaba a Argentina como “país extraordinario”, y brindaba por “Mauricio y Juliana”.
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Registros de inteligencia

Antes, en la conferencia de prensa conjunta que brindaron en la Casa Rosada a mediodía, Obama había declarado: “No hay escasez alguna autocrítica en los Estados Unidos. Se ha cambiado con el tiempo de una manera positiva” al referirse al rol cumplido por su país durante la dictadura y las violaciones masivas a los derechos humanos iniciadas el 24 de marzo de 1976 bajo el curioso nombre de Proceso de Reorganización Nacional.
Al prometer “un esfuerzo para abrir nuevos archivos” Obama agregó: “Hemos desclasificado varios, pero por primera vez vamos a desclasificar los registros militares y de inteligencia”. Los organismos de derechos humanos que se suponía podían acompañarlo al Parque de la Memoria el jueves 24 (Abuelas, Madres de Plaza de Mayo-Línea Fundadora, Familiares de Detenidos Desaparecidos, H.I.J.O.S) descartaron definitivamente esa posibilidad. El contenido real de la promesa se verá con el tiempo, pero muestra las máscaras de estos tiempos: informes ocultos durante décadas, sobre la actuación turbia de un país en tiempos de la dictadura militar que, tal vez, ahora sean dados a conocer. En anteriores desclasificaciones, los informes venían con tachaduras, como para hacer visible el ocultamiento.

La tele

El 23 de marzo había nacido con una imagen calcada en todos los noticieros argentinos: Ezeiza.
Cámaras y movileros rellenaban la espera pasada la medianoche con frases hechas pensadas mediáticamente: “Argentina otra vez en el mundo”. Parecía una cadena nacional, con las mismas imágenes y las mismas palabras. La única diferencia ocurrió cuando el Air Force One detuvo su marcha, abrió su compuerta y Crónica TV tuvo la ocurrencia de lanzar una placa roja: “Llega la Bestia”.
Los locutores aclararon entonces que la Bestia es como llaman al auto antibombas de siete toneladas que acompaña a Obama en sus viajes, una combinación entre Cadillac y tanque de guerra, con escopetas, gases lacrimógenos, puertas y ventanas blindadas hasta para ataques nucleares, entre otras hipermedidas de seguridad.
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Radio y subte

Durante la mañana Radio Nacional fue evacuada, antes de que Obama llegase a la Casa Rosada. Un hombre pasó los controles y entró al estudio durante la emisión del programa Poné primera, que conducen Romina Manguel y Eduardo Anguita, simulando que tenía un cinturón con bomba. Le dijo a Anguita: “Vos estuviste en el ERP, quiero hablar con vos”. El periodista habló con él mientras sus compañeros se escondían bajo el piano de cola, y luego fugaban del estudio. “Logré reducirlo, y la policía pudo llevárselo” contó luego Anguita. Los explosivos eran falsos, pero Claudio Alberto Serball, el atacante, llevaba un cuchillo: “Son situaciones para meter miedo, un día después de lo de Bruselas y un día antes del 24 de marzo” razonó Anguita. Luego se supo que el hombre había intentado un episodio similar en el diario La Capital de Rosario en 2011 y que sufre problemas mentales.
Diálogo en el subte, que no llegaba a Plaza de Mayo por razones de seguridad. Sentadas viajan dos señoras.
-Yo lo voté a Macri y lo sigo apoyando –dice la primera-. Tendría que haberlo hecho gradual, que la gente no se dé cuenta. Lo de los precios, digo.
-Se equivocó la gente que tiene alrededor –responde la otra-. Ahora aumenta todo: celulares, colegios, bajan las jubilaciones. Ahora viene este Presidente, y la gente está enojada por el subte.
-Yo lo quiero a Obama, pero me parece mucha seguridad para cuatro negros de mierda. Yo que soy racista… A mí me encanta Obama. Menos mal que vino: no podemos estar amigos de Venezuela, de Bo-li-via –separa en sílabas indignada-. No existen. Yo estuve tres años trabajando en una peluquería en Estados Unidos. Al lado de ellos, le digo a usted, no existimos. Tienen un nivel de vida, señora, que yo no le puedo explicar. ¡Un servicio doméstico que le hace uñas! Y esa es la envidia que le tienen todos.
-En fin.
-Me acuerdo que me compraba cremas a 5 dólares. Volví a ir, y siguen estando 5 dólares. ¿Y acá? No somos nada. Bueno, que tenga un buen viaje.
-Igualmente, suerte.
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Endeudarse bien

No se podía llegar a Plaza de Mayo, desde Avenida de Mayo y Perú había vallas. Se escuchaban los insultos de vecinos, empleados desesperados por no tener el presentismo. Los oficiales eran sordos ante los reclamos y las medidas de seguridad policiales se mantuvieron, salvo por un bar que tenía entrada por la esquina, antes del vallado, y una segunda puerta del otro lado del mismo. Los que se dieron cuenta, incluyendo a lavaca, sortearon el operativo entrando por una puerta y saliendo por la otra.
En Plaza de Mayo había cientos de personas, en una especie de corralito de vallas. Rodrigo, 45 años, abogado: “La visita es una buena posibilidad de incorporarnos al mundo. Estábamos totalmente afuera de la realidad mundial y esto es un paso para estar en los mercados. Y es el momento perfecto: justo antes de que arreglemos con los buitres”.
¿Hay que arreglar? “Sí, para volver a incorporarse al planeta. Es la única manera de que esto empiece a crecer y generar empleo real, no como hasta ahora, que eran planes sociales. Así va a bajar la inflación, el año que viene se va a notar. La única manera de salir de la crisis es como lo hacen todos los países serios: endeudándote”.
Rodrigo aclara: “Pero endeudándote bien”.
¿Cómo es eso? “Endeudarte a tasas bajas y usarlo para cosas productivas. No para robarte la plata como pasaba hasta ahora”.
Milagros, jubilada: “Estoy conforme. Esto es trascendente, importante. Michelle Obama, es una gran mujer: tiene una arista política y también un compromiso social. Le llegó mucho a las adolescentes. Me gustó. No podíamos seguir afuera”.
Michelle Obama habló justamente ante un auditorio de mujeres planteando cosas tal vez desconocidas para su anfitriona Awada: “Ustedes saben lo que es no tener una situación ventajosa y tener que trabajar mucho para llegar a fin de mes. Necesitamos su ayuda para atender las dificultades más apremiantes. Las mujeres afrontamos las mismas dificultades y tenemos que pelear por eso, para que nos remuneren igual por el mismo trabajo, así como ponerle fin a la violencia de género. Por eso, necesitamos que se conviertan en mujeres líderes, en el trabajo, en la crianza de sus hijos. Necesitamos que se contraten más mujeres en las empresas y que desbanquen el mito de que la ciencia y las matemáticas son solo para hombres, necesitamos que sean líderes en la Casa Rosada y en el Congreso. Tienen que ser líderes no solo aquí en la Argentina, sino en todo el mundo”. La señora Awada luego dijo: “Michelle me inspira”.

Datos de la Embajada

Por la Plaza de Mayo un hombre atrae las miradas. Tiene un cartel con consignas en inglés traducidas al español. Dice: “Bienvenido Presidente Obama y familia. ¡AYUDA por favor! La Embajada en Buenos Aires viola derechos humanos de ciudadanos de U.S.A. y discrimina a latinoamericanos”.
Se presenta: “Me llamo José Luis Ortuoldo, ciudadano argentino y norteamericano, vivo en California”.
¿Qué reclama? “La Embajada de los Estados Unidos en Argentina es un cuartel militar donde maltratan no solamente a los ciudadanos norteamericanos sino también a los locales. A mi mujer, por ser colombiana, la discriminaron, se quedaron con su plata de la visa, y ni siquiera le miraron los papeles, negándole la posibilidad de que vayamos a ver a nuestros hijos y nietos a los Estados Unidos. La hicieron llorar. Es una violación a los derechos humanos grave. No podemos decirle al señor Castro que viola los derechos humanos, cuando el señor Obama hace lo mismo. Lo quiero mucho, es mi presidente, pero se está equivocando. Le mandé cartas, a los congresistas, a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos. Pero el poder generalmente es sordo. A los ciudadanos que entran en la Embajada los tratan con cara de perro. Les ponen marines. Violan las leyes de nuestro propio país”.
El ciudadano sigue: “Este viaje se lo pagaron a Obama los pobres ingresos de mi mujer casi jubilada para que pueda venir en la Bestia, helicópteros y aviones. No es justo. Después, cuando aparece el terrorismo, hay que pensar qué fue lo que lo generó. No solamente hay que combatirlo, sino evitar que suceda. La injusticia genera terrorismo”.
-¿Por qué cree que se genera esa visión antinorteamericana?
-Por la diplomacia cowboy. Cuando se piensa que nosotros podemos ir a tomar países, a matar, a violar, a hacer lo que queremos, todo eso genera una rebelión, y esa rebelión hace que la gente se rebele, que se ponga en contra del sistema, en contra de la democracia y opte por elementos locos como hacen los terroristas. Y pasa porque los norteamericanos no son diplomáticos. Son, perdón, somos muy abusadores de los derechos humanos con nosotros mismos y más con los latinoamericanos.
-No es común escuchar a norteamericanos como usted hablar en estos términos.
-Mire, no quiero compararme con alguien que tiene su casa atrás mío, la casa más grande del hombre de la Historia, pero Cristo luchó contra el Imperio Romano, él solo, soltaron a Barrabás y lo crucificaron y lo apedrearon y lo corrieron por calle porque era el único que decía todas esas cosas. Hoy hasta los ateos escriben que estamos en el 2016 después de Cristo. Quizá en varios años escuchen lo que estamos diciendo acá: se necesitan medidas fuertes contra los abusos. Basta.
-¿Le parece casual la visita a 40 años de la dictadura?
-Obama está prácticamente diciendo lo que dije yo: que hicimos mal. Que los derechos humanos hay que apoyarlos siempre, que no se puede apoyar a la dictadura. Estados Unidos no podía poner plata, mis impuestos, para que maten gente extranjera. Estados Unidos quiere dejar ese pasado tortuoso de ayudar a los asesinos. Por eso vino acá ahora. Pudo haber ido a Colombia, donde son mucho más amigables. Pero él quiere romper con ese pasado de errores. Pero la Embajada insiste. Por eso estoy yo solo aquí. Como contra el Imperio Romano.
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Spanglish in Buenos Aires

Otras apariciones excitadas por la visita. Una señora se acerca y le pregunta al fotógrafo de lavaca.
-Nene, ¿vos sos de seguridad?
Luego dice: “Pasa que tengo a letter to President Obama. Tengo el passport of my child” y muestra el sobre: “To President Obama and Michelle. Confidential”.
Un poco más lejos, Marta Angélica, contadora pública, está contenta con Obama. “Tenemos que dejar atrás ese discurso perimido del año 89 que atrasa quichicientos años. No soy pro macrista, pero no puedo entender el mensaje del kirchnerismo, que tantos intelectuales y artistas no se hayan dado cuenta que estábamos viviendo una etapa cruel. Que a una comerciante, por ejemplo, le hagan un sumario por no depositar las cargas sociales y mientras tanto tenés toda la connivencia de la AFIP, la señora Cristina, Lázaro Báez. Lo peor que le pueden sacar al ser humano es la libertad. Cuando nos pusieron el cepo, no teníamos cómo viajar. Hace 20 años éramos un polo de gente culta. ¿Ahora? ¿Venezuela nuestros amigos? Noooo, no quiero eso. No quiero no tener papel higiénico” clama, y remata: “Quiero ir a deleitarme en París, Roma, conocer Praga. Una apertura”.
Otra hipótesis: “Querido, yo también tuve 20 años y quise cambiar el mundo. Después te vas dando cuenta: tenés que levantarte a la mañana, trabajar, integrarte. Es así. No podemos vivir aislados”.
Yolanda, modista, la acompaña: “Aparte esta señora (por la ex presidenta) desunió totalmente. Alguien venía a comer a casa y el comentario era: ´Guarda que está fulanito, no vayas a hablar de política´. ¿Por qué? ¿Dónde está la libertad de expresión?”.

Messi y el nuevo escenario

Héctor camina con su carrito con gaseosas y cafés y pebetes y sándwiches de milanesas. “Me quedé corto”, dice. “No pensé que iba a poder pasar hasta la Plaza con tanto operativo”. Cuenta que es bailarín de tango y chamamé, pero no quiere opinar de Obama. “Si está acá es por algo”, dice, misterioso.
Un canillita sobre Hipólito Yrigoyen alcanza un nivel de sabiduría: “No importa si opino esto o lo otro, las condiciones las siguen poniendo ellos”.
Matías, 23 años, camisa impecable, corbata perfecta, trabajador del Banco Santander Rio, estudiante de comunicación en la UADE (Universidad Argentina de la Empresa): “No soy partidario de esta visita. Realmente veo que es una especie de entrega del país. Respeto que hay gente que está a favor, lo votaron todos, y esto es parte de lo que votaron el año pasado. Es una apertura al mundo, sí, pero no es el mundo que a mí me gusta para Argentina. Todo esto también es parte del cholulaje. Obama es una figura internacional. Es como decirte Messi. Buen político y buen comunicador”.
Florencia, 30 años, no puede decir dónde trabaja. “Es por acá. Vine a ver. Estoy en contra por lo que implica en la historia de Argentina esta visita. Creo que es una falta de respeto, además, venir en esta fecha. No es casual que esté acá: está surgiendo nuevamente la derecha en varios países latinoamericanos y esto es un mensaje: que los Estados Unidos están volviendo a la escena”.
Fabricio, 21 años, estudiante de Ciencias Políticas, está sentado sobre el pasto leyendo un libro de teatro. “La fecha es polémica, pero hay que rescatar las medidas de desclasificación de archivos sobre la participación de los Estados Unidos durante la dictadura. Hay que ver si sirven. Y también, cuál es la intención de Obama para estar acá. En este sentido: qué es lo que ve Obama en la gestión de Macri para abrir una nueva apertura en el ámbito de la política regional y cómo puede servir de palanca para el fin de los llamados gobiernos populistas o los que tuvieron una crítica hacia el neoliberalismo. Hubo un cambio abrupto de gobierno de 180 grados. Si vienen, no es gratis”.
Cerca de las 14 las casi miles de personas se agolparon contra las vallas de la Plaza de Mayo para ver pasar a la Bestia. Obama fue desde la Casa Rosada en dirección a la Catedral, donde rezó y se detuvo ante la placa que recuerda a las víctimas del atentado de la AMIA.
Entre el gentío y los canales de televisión, otra atracción acaparó la atención en la Plaza de Mayo. Vestido con un traje imposible de describir con los colores de Argentina y un sombrero de arlequín celeste y blanco, caminaba tocando un silbato un personaje icónico, conocido como “Lechuga”, pero popularmente conocido por representar a Moe en Todo x Dos Pesos.
-¡Esta Plaza es del General –gritó-. ¡Esta Plaza es del General!
Luego Lechuga se fue, mientras continuaba su periplo en La Bestia que culminó en el Centro Cultural Kirchner, y se disipaba la historia del 23 de marzo de 2016.
Fotos: Nacho Yuchark/lavaca

vìa:http://www.lavaca.org/notas/el-dia-de-la-bestia-obama-en-argentina/
Todas las notas de lavaca pueden ser reproducidas libremente, total o parcialmente, aunque agradeceríamos que citaran la fuente.

Mèxico: Dictadura mexicana....Pedro Echeverría V.



Dictadura, poder brutal; democracia, engañabobos; autogestión, autogobierno ideal

Pedro Echeverría V.

1. ¿Por qué no llaman dictadura al gobierno de Peña Nieto que impone una minuta que reglamenta suspender garantías por “perturbación grave de la paz pública, conflicto e invasión”? ¿Se cree acaso que donde hay elecciones y “división de poderes” hay democracia y no dictadura? En México hay dictadura de una clase social minoritaria pero la han manejado como democracia engañabobos. En su sesión de ayer, la comisión avaló sin cambios y con los votos de PRI, PAN, PRD, PVEM, PES y Panal la legislación que apenas en diciembre votó el Senado. Sólo las diputadas de Morena Rocío Nahle García y Sandra Luz Falcón hablaron en contra del documento y lo votaron en contra. Espero que algún día el pueblo despierte y se rebele a fondo.

2. Aunque tradicionalmente se reconoce como Golpe de Estado la toma violenta del gobierno por un fuerte núcleo de militares, de acuerdo con “La técnica del Golpe de Estado” Hitler, Mussolini, Roosevelt, Stalin, ascendieron al gobierno por una forma de vía electoral para establecer sus respectivos estados dictatoriales. Se aplica el concepto del golpe de Estado no sólo a una operación ejecutada por integrantes del Estado, sino también por poderes civiles, que -mediante la desestabilización del gobierno a través de acciones orientadas a generar caos social- provocan su caída y acceden al poder. Por ello en México las elecciones son golpes electorales que sólo consolidan la dominación total de una clase social contra otra, totalmente mayoritaria.

3. Conocemos desde hace mucho tiempo a los dictadores clásicos personales que actuaron hace alrededor de 80 años: Hitler, Mussolini, Franco, Stalin, Somoza, Pinochet, etcétera porque impusieron su poder personal y militar contra su pueblo; pero tramposamente, en los países en las que hay elecciones cada cuatro, seis u ocho años y se cambia gobierno se dice que no es dictadura, sino democracia. Hacen bobo al pueblo escondiéndoles que es una dictadura de clase social que imponen los partidos de la misma clase política en EEUU, México, Francia, Inglaterra, España, Italia. Unas son dictadura personal o familiar; otra son dictaduras de clase social y de los partidos políticos. Una de aplasta materialmente y la otra te engaña y también te aplasta.

4. Sucedió en México con la democracia ejemplificada por Benito Juárez -“un indígena que llegó a presidente de la República a mediados del siglo XIX”, que sólo es un cuento de hadas para bobos. También ese indígena persiguió y reprimió a sus hermanos indios como él. Todos los que han llegado a la Presidencia han pertenecido o han sido impulsados por la clase militar, política o millonaria, sin excepción. ¿O alguien ha creído que los votos cuentan o que los votantes sufragan libres de toda manipulación? La realidad es que las dictaduras militares han sido brutales, asesinas; pero la llamada democracia ha sido igual, aunque cada cierto período celebre elecciones y cambie las caras de algunos funcionarios, pero el discurso sigue siendo el mismo.

5. Dictadura y democracia –se dice de manera mecánica y tradicional- son dos formas de gobierno opuestas; escoger entre la una o la otra, se repite, sin darse cuenta que en todas las sociedades donde domina la desigualdad social y las diferencias de clases pueden ser ideas muy distintas, incluso las dos totalmente integradas. Se ha difundido con amplitud que en los tiempos de la monarquía –hace unos 500 años- dominaba la aristocracia y los reyes que junto a su séquito imponían dictatorialmente su poder sin consultar. Sin embargo hace 500 años llegó la democracia que dividió todos los poderes concentrados y estableció la inexistente consulta al pueblo; pero la dominación política y económica continuó igual, a pesar del cambio de formas.

6. Sin embargo, desde los primeros días del establecimiento de la llamada democracia con todos sus ministros, su poder judicial, sus diputados y senadores, se fue descubriendo que todos los funcionarios pertenecían a la nueva clase dominante: la burguesía. Que el rey y su corte habían sido sustituidos por el presidente y sus ministros; que si la tierra y sus recursos eran la riqueza ahora entraban otros medios modernos de explotación; que si antes el gobierno era entre familia, hoy todos los gobernantes pertenecerían a la familia política de la clase dominante. Si los trabajadores fueron esclavos o siervos, hoy son proletarios libres para ser explotados. Sólo cambiaron las formas de dominación haciéndose más sutil y engañosa.

7. Si a la dictadura se llega con un “golpe de Estado”, que sólo se rumora días antes en la clase política y empresarial, a la democracia se llega por un “golpe de Estado electoral” que se prepara meses antes por esas mismas clases dominantes. No existe ningún elector en México, pienso que ni en el mundo, que no sea víctima de la manipulación de los medios de información, de la iglesia, de los partidos, sus familiares o amigos; nadie reflexiona su voto pensando en su país o en sus intereses como clase social; votar es una práctica que se realiza en cinco minutos cada tres o seis años quitándose un peso de encima y salvándose de alguna sanción. ¿Con los miles de millones de pesos que se dilapidan en lo electoral y las campañas, cómo no pensar en otro golpe de Estado electoral que se realiza de la manera más legal posible?

8. Por ello no hay otro camino que trabajar intensamente en el desarrollo de la conciencia social de las grandes masas de la población. Los procesos electorales –sin los conocimientos de lo que sucede en el país- es un enorme fraude por el engaño que representa hasta cierta manera, un golpe de Estado para garantizar que las cosas continúen igual. La conciencia social no se desarrolla por la vía de una educación burguesa del régimen escolarizado, sino del conocimiento directo que se obtienen por medio de las luchas sociales. Obviamente la dictadura es una forma de gobierno; no depende del número de años que ocupa el cargo un gobernante sino de la forma que lo ejerce, indudablemente al servicio de una minoría que domina económica y políticamente el Estado. (30/III/16)

http://pedroecheverriav.wordpress.com

Economìa: Dinero caído del cielo




En este episodio de Keiser Report, Max y Stacy comentan que los bancos centrales tendrán que ahondar aún más en busca de soluciones inéditas. Y entre estas soluciones se encuentra la de “arrojar dinero desde helicópteros”, propuesta que hizo el ganador del Premio Nobel, Milton Friedman, en 1969. En la segunda parte, Max entrevista a Michael Betancourt, con el que conversará sobre su nuevo libro, La crítica del capitalismo digital.

Guatemala - Las Cruces Petén: la naturaleza está en peligro y quienes la protegen también....Por Nelton Rivera

Qué hay detrás de los asesinatos contra luchadores sociales, comunitarios y defensores del agua y territorio en Guatemala y Honduras? En los primeros 3 meses del 2016 fuimos golpeados por la terrible noticia del asesinato de Berta Cáceres, pocos días después Noe García ambos del COPINH y recientemente Walter Méndez en Las Cruces Petén.
En todos los casos hay patrones que vinculan los intereses de los estados con las empresas extractivas por un lado apresurando la materialización de los megaproyectos locales y regionales y por el otro lado la participación de estos en el carácter represivo de la violencia en contra de las comunidades y pueblos en resistencia.

Por Nelton Rivera

 
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¿Quién era Walter Méndez?

 
Walter Manfredo Méndez Barrios, nació el 05 de enero de 1980 en el Parcelamiento La Blanca Ocós, San Marcos, Guatemala. Hijo de Rafael Refugio Méndez Sandoval y de Gregoria Eustaquia Barrios Mérida.
Su infancia estuvo marcada por el traslado de la costa sur del país hacia el departamento de Petén en el año de 1990. Junto a sus padres y hermanos se convirtieron en la primera familia completa que migro desde la costa sur. Ya en Petén, en lo que hoy se constituye como la “Cooperativa La Lucha”, Walter, fue un niño muy activo, con cualidades de convivir en armonía, que disfrutaba compartir con niños y niñas de su comunidad y su mayor virtud siempre fue la generosidad, aunque con limitadas oportunidades de preparación académica supo abrirse paso.
En su adolescencia, fue un joven con crecientes cualidades de liderazgo, que demostraba día a día con su trabajo y participación en muchas actividades en beneficio de su comunidad. Walter junto a su familia, creció hasta construir un nuevo hogar, decidió unir su vida con Delgadina Velásquez de esta relación nacieron 6 hijos, sin importar que tan complicado podrá ser Walter trabajó en busca de lograr las oportunidades que les garantizaran mejores condiciones de vida.
Como miles de guatemaltecos se convirtió en migrante, durante cuatro años trabajó arduamente para poder mejorar las condiciones de vida para su familia y poder invertir en su propia comunidad, inmediatamente lo haría en proyectos de desarrollo comunitario. Se asoció a la Cooperativa La Lucha para comenzar su participación en las actividades productivas, principalmente en aquellas que buscaban el desarrollo comunitario y el beneficio a los más necesitados. En poco tiempo por su capacidad de liderazgo y carisma, ganó la confianza y aceptación de los miembros de la Comunidad.
En el año 2012 fue electo Alcalde Auxiliar de la comunidad, oportunidad que no desaprovechó para dar todo de sí mismo y promover proyectos sociales y productivos para su región.
Durante el año 2013 fue electo Presidente de la Cooperativa por un periodo de dos años y reelecto para un periodo más, hasta el mes de marzo del año 2016, formando parte de la Junta Directiva de la Asociación de Comunidades Forestales de Peten, ACOFOP, por varios periodos, de la cual la Cooperativa La Lucha es socio activo.
Uno de sus logros como Presidente de la Cooperativa en 2013, fue el registro de las escrituras de la lotificación propiedad de los Asociados.
Durante el año 2014, obtuvo una licencia piloto para el aprovechamiento sostenible de la semilla de Ramón dentro de las áreas forestales de la comunidad, logrando generar empleo para hombres y mujeres de la Cooperativa, Walter llevó resultados concretos para sus asociados.
En el 2015, inició las gestiones para el aprovechamiento integral y sostenible de los Recursos Naturales en las áreas agrícolas y forestales de la Cooperativa como la miel, el xate, la pimienta, buscando el apoyo de instituciones acompañantes. Además trabajó en la gestión para que la comunidad participara en el Proyecto REDD+ Bosques para la Vida de la Fundación Defensores de la Naturaleza, aplicando a los Créditos de Carbono.
Trabajó en aspectos fundamentales de la organización comunitaria, enfocados en la gobernanza territorial, desarrollando las gestiones para la implementación de un proyecto enfocado al control y vigilancia y prevención de los incendios forestales, luchando por la protección de los Recursos Naturales en beneficio de su comunidad, sabiendo que los bosques locales son parte fundamental de la cobertura forestal del Parque Nacional Sierra del Lacandón.
En el año 2016, se logró la construcción de una bodega para el proyecto de ramón, cacao y xate; así como las instalaciones de la Carpintería Comunitaria.
A trece días de entregar el cargo como presidente y representante legal de Cooperativa La Lucha, del Municipio de las Cruces, Walter Méndez Barrios, líder comunitario, defensor de la vida, de los recursos naturales, fue brutal y cobardemente asesinado, las autoridades aún no dan explicación del asesinato y en el peor de los casos solamente se sumara a un dato más de las estadísticas de violencia en el país.
La justicia aún sigue teniendo una gran deuda con las comunidades.
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Walter Manfredo Méndez Barrios es uno de los principales defensores de los bienes naturales en el municipio de Las Cruces, en el departamento de Petén, él era presidente y representante legal de la Cooperativa “La Lucha” en ese municipio, fue asesinado por varios hombres que lo estaban esperando cuando se dirigía a su parcela1 durante la mañana del día miércoles 17 de marzo 2016, la comunidad al darse cuenta del atentado armado intentó ayudarlo pero falleció cuando era trasladado a un centro asistencial.
Walter Méndez fue parte de la junta directiva de la Asociación de Comunidades Forestales de Peten ACOFOP una organización comprometida con la defensa de la naturaleza y los bienes naturales del Peten, desde este espacio trabajo en la protección de la Reserva de la Biosfera Maya haciendo este trabajo por muchos años.2
Con él se incrementaron los asesinatos de personas que trabajan en la defensa de los bienes naturales, el año pasado fue asesinado el profesor Rigoberto Lima Choc3 en el municipio de Sayaxché Petén por su lucha en la protección del río La Pasión contaminado por la empresa de Palma Africana REPSA, responsable del Ecocidio del río a mediados del año 2015 y la justicia aun no camina.
No es secreto que en el departamento del Petén son muchas las amenazas en contra de los parcelarios, al narcotráfico, terratenientes o empresas en esa región se están agenciando de forma violenta de la tierra, el año pasado Walter Méndez había recibido amenazas de muerte.4
Uno de los principales dirigentes del Frente Petenero Contra Las Represas a través de una entrevista manifestó que el asesinato de Méndez responde a una estrategia regional de represión contra la oposición a las represas. En las comunidades de los municipios del departamento de Peten son varios poderes económicos que disputan el control de la tierra y del agua5; desde el narcotráfico, la Palma Africana, la Teca, las petroleras, las empresas nacionales o transnacionales como las hidroeléctricas y las represas.
No solo por intereses locales, también están los grandes proyectos transnacionales ejerciendo presión.
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¿Quiénes están detrás de los recursos hídricos?

 
En la región están en disputa desde hace ya varios años, por lo menos desde el año 1960 los principales ríos en Chiapas y Peten, la construcción de una gigantesca represa en Boca del Cerro sobre el río Usumacinta a 8 kilómetros de Tenosique tiene con preocupación a muchas personas.
Para esta represa están interviniendo varias empresas transnacionales con el respaldo y participación de los estados de México y Guatemala, esta construcción pone en riesgo grandes extensiones de territorio, principalmente sobre bastos centros arqueológicos mayas, comunidades asentadas en las márgenes de los ríos desde el siglo XX que prácticamente quedarían sumergidas por debajo del embalse.
Las comunidades saben que los trabajos de construcción en Boca del Cerro y otras siguen avanzando, uno de los lideres contra las represas expresó “son 7 hectáreas cuadradas de tierras las que están preparando para la cortina de la represa, están colocando grandes rocas para la represa de Boca del Cerro, rocas gigantes.”
Esta red de represas e hidroeléctricas se suman al proyecto de Sistema de Interconexión Eléctrica de los Países de América Central (SIEPAC)6, en menos de 15 días fueron asesinados dos líderes campesinos y comunitarios del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de honduras (COPINH) el día 3 de marzo fue asesinada Berta Cáceres en su casa7 y el día 15 fue asesinado Nelson Noe García en Honduras.
El principal beneficiario del SIEPAC serán los Estados Unidos, este proyecto pone a Guatemala y la región mesoamericana bajo una nueva oleada de acciones violentas de los Estado-empresas para la obtención de los recursos hídricos y para echar a andar sus proyectos, como resultado se seguirá profundizando el despojo.
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Las Cruces un municipio decidido a defender los bienes naturales

 
En el mes de mayo del 2012, luego de convertirse en municipio, las comunidades que forman parte de Las Cruces realizaron la primer consulta comunitaria de buena fe del departamento de Petén con el acompañamiento del Frente Petenero Contra las Represas, el resultado fue la participación de un 98.9% de la población rechazando la construcción de hidroeléctricas y represas en el municipio y en el departamento.
Las comunidades decidieron la protección del agua, la consulta comunitaria en Las Cruces tendría entonces una mirada estratégica para contener una serie de represas e hidroeléctricas que posteriormente se interconectarían con los Estados Unidos a través de México con Centroamérica y al sur del continente.
El resultado final de la consulta comunitaria en relación al asunto ¿Está de acuerdo con la ejecución de proyectos hidroeléctricos sobre el río Usumacinta en la jurisdicción territorial del municipio de Las Cruces?, es el siguiente: en total participaron 11,100 personas del municipio, de las cuales por el SI votaron 120 personas, por el NO votaron 10,814 personas, y 166 emitieron un voto no válido.” Frente Petenero Contra Las Represas.8
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La Represa de Boca del Cerro sobre el río Usumacinta


 
Con el asesinato de Walter Méndez la pesadilla de la construcción de las represas sobre el río Usumacinta vuelve a sacudir a las comunidades, desde el año de 1965 surgió el proyecto de la construcción de las represas sobre el Usumacinta, para construirse en la frontera entre México y Guatemala, desde esa década se paralizo el proceso.
Para el Estado de Guatemala el interés sobre el departamento de Petén cobro importancia junto con el interés de los Estados Unidos y otros por el petróleo a partir de la década de los 60. De esa cuenta el país se lanzó a un proceso de colonización del Petén, para Manolo Vela esto como resultado de la expansión capitalista con el rompimiento del orden colonial.
En un breve lapso se pasó de una industria extractiva operada por recolectores (de hule, principalmente; pero también xate y pimienta), centros de explotación (de caoba, “las monterías”), y haciendas ganaderas, a un complejo integrado por grandes propiedades dedicadas al ganado vacuno, explotaciones de pequeña y mediana propiedad y cooperativas, dedicadas al cultivo de granos básicos (maiceras) y a la auto-subsistencia y empresas transnacionales de petróleo.”9
En los años ochenta resurgió la idea de completar la represa de Boca del Cerro como la base de todas las demás represas sobre el rio Usumacinta, para 1985 se preveía que el riesgo de su construcción es que inundaría 700 kilómetros cuadrados de territorio, inundando y destruyendo la Selva Lacandona10
Para 1980 con las primeras masacres de comunidades y cooperativas en el departamento de Peten, con la represión miles de personas huyeron a la montaña, ahí se organizaron en el interior de la selva Lacandona en las Comunidades de Población en Resistencia CPR del Peten.
Lorena una excombatiente de las Fuerzas Armadas Rebeldes (FAR) e integrante de la CPR de Peten durante una conversación durante la comida en la comunidad “Salvador Fajardo” en 2012 recordaba como la Selva Lacandona se mantuvo protegida mientras la ellos en la CPR estuvieron dentro de la montaña, ahí estaba la fuerza militar del Frente Norte de las FAR. “ahora ya no queda casi nada de la selva, todo lo están tumbando mejor nos hubiéramos quedado adentro de la Lacandona.”
El asesinato de Walter Méndez significa para uno de los representantes del Frente Petenero Contra las Represas lo que se está viviendo es la continuidad de la estrategia de violencia y represión de las empresas transnacionales desde el sur de Chiapas, Guatemala y Honduras para consolidar la construcción de las grandes represas, por eso se asesinó a Berta Cáceres, a Noé García del COPINH y por eso se están asesinado líderes comunitarios en Guatemala.
La represa de Boca del Cerro promovida por la Comisión Federal de Electricidad CFE de México, tienen una capacidad de producir 3,978 megavatios, una presa de 135 metros de altura, solo en el territorio guatemalteco inundaría 300 kilómetros cuadrados, sin contar las otras represas que se interconectarían a esta.11 Varias empresas transnacionales de España, Francia y Alemania están inmersas en la construcción de “Boca del Cerro”, por ejemplo la empresa francesa SOGREAH, la española VATECH y la francesa ALSTOM, además la española IBERDROLA y la alemana Voith Siemens.12
Para el año 2016, cincuenta y un años después de la planificación de la represa llega de nuevo a las comunidades la alarma por el peligro de la construcción de estos proyectos sobre el río Usumacinta, la Secretaria de Desarrollo Rural SDR anunció que para 2018 podrían finalizarla13, poniendo en riesgo a miles de familias y comunidades a lo largo del rio Usumacinta en ambos países.
Notas
1- Pronunciamiento ante el asesinato del señor Walter Manfredo Méndez Barrios. Defensores de la Naturaleza,
2- Comunicado por el asesinato de Walter Méndez Barrios. ACOFOP. 17 de marzo 2016.
3- Prensa Comunitaria. Conflicto REPSA: Asesinan al Profesor Rigoberto Lima Choc en Sayaxché. 18 de septiembre 2015, aquí
4- Líder ambiental asesinado en Petén. Guatevision. Diego Silva, aquí
5- InsightCrime.org: Petén de política, mafias y empresas. Grupos de poder en Petén. Plaza Pública, aquí
6- Proyecto Mesoamérica. Sistema de Interconexión Eléctrica de los países de América Central (SIEPAC), aquí
7- Prensa Comunitaria. ASESINAN LIDER INDÍGENA BERTA CACERES. Alerta. 3 de marzo 2016.
8- Consulta Comunitaria de Las Cruces. Comunicado y resultados Frente Petenero Contra Las Represas, aquí
9- Manolo Vela Castañeda. Petén, 1967-1984: las bases agrarias de la insurgencia campesina. Guatemala, la infinita historia de las resistencias.
10- Cronología del Proyecto de Represa “Boca del Cerro”. Agua.org.mx
11- Ibídem.
12- Al Menos 5 extranjeras en la construcción de presa Boca del Cerro. Candelario López García. tabascohoy.com
13- Tiempos Noticias, entrevista a Everardo Aceves Navarro, aquí
Fuente: Desinformémonos


vìa:
  http://www.biodiversidadla.org/Principal/Secciones/Documentos/Guatemala_-_Las_Cruces_Peten_la_naturaleza_esta_en_peligro_y_quienes_la_protegen_tambien

Chile: Ley Anti delincuencia.....Un traje hecho a la medida



El director ejecutivo de la Fundación Chile Movilizado Juan Pablo Sanhueza, se refiere en su columna ciudadana sobre la detención por sospecha.

Mèxico-Yucatán: de pacífico a policiaco..... Pedro Echeverría V.



Mil 500 millones para convertir Yucatán en Estado policiaco y en “escudos” de guerra

Pedro Echeverría V.

1. Al otro día que la borregada de diputados del PRI, PAN, PRD, PVEM, PES y Panal –con la plausible oposición de las diputadas Nahle y Falcón del partido Morena- aprobó el dictamen a la minuta del Senado para que se apruebe la suspensión de garantías o un Estado de excepción, en el estado de Yucatán (el más pacífico de la República desde hace casi 200 años) con mil quinientos millones de pesos se busca establecer un estado policiaco con miles de cámaras de vigilancia colocadas hasta en los excusados. ¿Es acaso una política provocadora a un pueblo pacífico para que se convierta en lo que nunca ha sido? Es un rumor de más de 20 años de que ese pacifismo ha sido aprovechado para que crezca en Yucatán y sus playas grandes negocios millonarios entre narcotraficantes y grandes ricos yucatecos. ¿Pero qué tiene que ver nuestro pacífico pueblo que vive en la pobreza, la miseria y el desempleo?

2. Los gobernantes yucatecos y los grandes empresarios locales han sido siempre “uña y mugre”, es decir, están juntos en cuerpo y alma. Dado que la población, profundamente penetrada por la ideología clerical-empresarial desde el siglo XIX, no participa en la defensa de sus derechos, en Yucatán no ha habido más que política empresarial. Los gobiernos jamás han creado centros de investigación para que se conozca la realidad de los yucatecos. Por ejemplo: ¿Qué pasó con las 80 mil familias (400 mil personas) que vivían de la producción henequenera en Mérida y sus alrededores, al desplomarse hace 40 años? ¿Qué pasó con las siete mil familias de Cordeleros de Cordemex? ¿Cuántos yucatecos se han ido a Cancún, a otros estados y a los EEUU por falta de empleo en Yucatán? ¿A quiénes se vendieron los gigantescos terrenos que fueron ejidales? ¿Cuánto desempleo que podría solucionar con las cuantiosas inversiones en seguridad?

3. El gobernador de Yucatán dijo: “Vamos a endurecer las penas para aquellos delitos que más atentan contra la sociedad. Una ley firme se aplicará con mano firme; por eso tendremos una Policía Única de Investigación de los Delitos en Yucatán, una que concentrará en la Secretaría de Seguridad Pública Estatal los recursos humanos, logísticos, científicos y tecnológicos para que el Ministerio Público pueda llevar con éxito sus investigaciones de ley. La actual Policía Ministerial se integrará a esa Policía Única bajo un mando concentrador en la Secretaría de Seguridad Pública del Estado de Yucatán”. Pregunto: ¿Yucatán, necesita tanta policía y cámaras de vigilancia cuando su historia –desde los mayas históricos o prehispánicos- fue siempre pacífica? Estoy seguro que cualquier estudio de gente inteligente acerca de la vida de los yucatecos llegaría a la conclusión de que el estado no necesita siquiera a policías.

4. Obvio, los integrantes y dirigentes del Consejo Coordinador Empresarial, tienen que avalar las propuestas que en materia de seguridad envió ayer el Gobernador Rolando Zapata al Congreso del Estado, porque ellos mismos las hicieron, en especial la que tipifica el robo como delito grave. Señaló que con esta medida se reducirán dichos actos delictivos en la Entidad, pues ya se requería un “verdadero incentivo” para que las personas que cometan este delito realmente sean castigadas y no salgan de prisión “contraponiendo lo robado”. “Actualmente los sujetos que roban comercios o casas-habitación pueden salir de la cárcel si reparan el daño, dependiendo del monto, o sea, devuelven lo robado y pagan una fianza”. Con la reforma a la ley que enviará el Gobernador al Congreso del Estado, se eliminará el elemento de la cuantía que los delincuentes roben, pues ahora ese delito se considerará como grave y no podrán salir libres.

5. Si Yucatán, un estado históricamente aislado, muy poco integrado a las políticas nacionales, se está poniendo al día en materia de amenaza, represión y seguridad gubernamental, pronto veremos que Quintana Roo, Campeche y Tabasco hagan lo mismo. El PRI, PAN y PRD y demás corifeos de otros partidos, deben asegurarse de que los movimientos de protesta, que las grandes batallas de masas, no pongan en peligro su poder; al rato también los llamados “independientes”, con los subsidios que reciben de parte del gobierno, pronto anunciarán que también ellos están “al servicio de la patria”. Espero que Morena jamás claudique ni suavice su posición porque no es fácil mantenerse solitario en esta jungla de animales que buscan apropiarse de todo. ¿Se seguirán construyendo cárceles, cerezos, o lo que sea, para seguirlos llenando de decenas de miles de presos por robar un pan para comer?

6. Seguramente los compañeros de la CNTE, los padres de los 43, los zapatistas, seguirán (seguiremos) en las calles como lo han hecho desde hace mucho tiempo porque su alto nivel de conciencia así se los dicta; pero también con esas medidas brutales de amenaza represiva mucha gente tendrá miedo de ser encarcelada y asesinada. ¿Cree acaso el gobierno que los desempleados, miserables y hambrientos van a escoger morir de hambre encerrados con sus hijos en el hogar? Pensarán ellos, pensaremos todos otros caminos que nos ayuden a liberarnos de las ataduras que cada día son más numerosas y más fuertes. Hay que decirle al gobierno que no se vaya a arrepentir de esas medidas provocadoras que impone; no vaya a nacer un volcán que ya no pueda apagar, o como se diría: una chispa que encienda toda la pradera, sobre todo en estos tiempos de sequía. (31/III/16)

http://pedroecheverriav.wordpress.com

Argentina: ¿Por qué Macri no soporta Telesur?.....Es que Telesur no es un canal, Telesur somos todos.... Aram Aharonian





A nadie debiera sorprender los pasos que, en materia de comunicación e información, esté dando el nuevo gobierno argentino, atentando contra la democratización y contra la pluralidad de opiniones, favoreciendo groseramente a grandes grupos mediáticos.

En esta Argentina donde se gobierna a través de decretos inconstitucionales, se intenta imponer la verdad única, la imagen única. Para ello es necesario acallar las voces e imágenes –los contenidos, las señales- que contradigan esos mensajes únicos, con relatos digitados y transmitidos casi al unísono desde las metrópolis del capital.

No hay anuncio oficial -¿apenas un globito de ensayo?- pero los medios comerciales repiten que Argentina se retirará como socio de La Nueva Televisora del Sur y que, a la vez, se elimina el canal (Telesur) de la Televisión Digital Abierta, por lo que tampoco sería de inclusión obligatoria en las grillas de todos los cableoperadores.

"Esta determinación va en línea con lo que nos hemos propuesto para los medios públicos, en términos de pluralismo y austeridad", trató de explicar el ministro de Medios y Contenidos Públicos, Hernán Lombardi, al decretar el fin del pluralismo. Se olvidó, incluso, de explicar en qué consiste la austeridad: en realidad, ¿qué gastos asumía Argentina?

Que el gobierno de Macri se haya empecinado en perseguir a Telesur, es una medalla en la pantalla de la televisora, ya que marca su importancia, y la impotencia macrista de no poder imponer impunemente imaginarios colectivos, cuando está abierta la ventanita de la verdad.

La verdad es que ni siquiera son originales. Antes de que saliera al aire, Connie Mack, un impresentable representante republicano de Florida, logró imponer en el parlamento una decisión en la que se declaraba a Telesur (que aún ni siquiera había difundido su señal de prueba) “una amenaza para Estados Unidos (ya que) trata de minar el equilibrio de poderes en el hemisferio occidental».

Debemos asumir que el tema de los medios de comunicación tiene que ver con el futuro de nuestras democracias. Hoy en día, en nuestra América, la monopolización mediática intenta suplantar a la dictadura militar. Son los grandes grupos económicos que usan a los medios y deciden quién tiene o no la palabra, quién es el protagonista y quién es el antagonista.

Ya no hacen falta tanques y bayonetas como 40 años atrás: basta con el control de los medios de comunicación, que se han convertido en escenario principal del conflicto social y principales actores políticos, invisibilizando primero a los partidos y ahora a los movimientos sociales fundados en la participación popular. Hace 40 años cerraron medios, desaparecieron, torturaron y asesinaron periodistas y editores y hoy también pretenden dictarnos qué leer, oír o escuchar

Los grandes conglomerados económicos –que a su vez tienen como ariete a los medios de comunicación comerciales- son el verdadero poder fáctico en nuestros países (y quizá en el mundo). (Cualquier duda, pregunte a Lula o Dilma Roussef, quienes en 13 años de gobierno no lograron llevar adelante una ley que controlara los oligopolios mediáticos en al país).

La redundancia, la exageración, la agresividad sin ideas, la caza del chivo expiatorio como regla del criticismo y los intereses comerciales y/o políticos-religiosos sin mayores –ni menores– principios, tratan de enturbiar el panorama impidiendo establecer jerarquías de problemas y reglas para su debate y resolución.

Nos ha costado asumir que el discurso comercial –bombardeado a través de información, publicidad y entretenimiento, con un mismo envase, disfrazado de realidad o de hechos naturales– es también un discurso ideológico, agresivo, limitante de nuestra libertad de ciudadano.

Y, para peor, Argentina (claro, en su anterior gobierno) había logrado la sanción de una Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, consensuada por todo el país (menos los grupos mono y oligopólicos) que serviría de marco legal para la democratización de la comunicación. La ley no hacía la democratización: la permitía.

A un gobierno derechista no le sirve la información equilibrada, con múltiples fuentes, diversa, plural, donde los protagonistas no sean solo príncipes y gobernantes, sino también campesinos, amas de casa, trabajadores, estudiantes… y desocupados, indios, blancos, negros, multados, zambos… que muestren la realidad de nuestra Argentina y nuestra América latina en construcción.

Pero la derecha –incluso la argentina- sabe que no se trata solo del control de la información sino del control de la industria del contenido, que incluye la información, la publicidad, la cultura de masas o entretenimiento, los videojuegos. A lo ancho y largo del mundo los contenidos y los fines de la comunicación son puestos cada vez más en función del capital, para que los medios se conviertan en los nuevos misioneros del capitalismo corporativo, en el ejército de formación del imaginario popular y del avasallamiento de la conciencia social.

Los medios comerciales tratan de evitar debates: ellos presentan los problemas, deciden los protagonistas y antagonistas, fallan sobre el culpable, lo ejecutan moralmente. Intentan estimular el rechazo del conjunto de opciones políticas o, más banalmente, otorgar a la crítica un tono inconsistente que establece cierta complicidad con la desmemoria, los humores cambiantes o la frivolidad de algún sector de los lectores o de la audiencia.

La derecha quiere que los medios sirvan para denunciar escándalos pero no para que presten una atención equivalente a los nuevos problemas de diseño o  reestructuración del Estado, la crisis de la educación o la salud, la agobiante exclusión social. La mayoría de los operadores de los medios comerciales parece imaginar un eterno festival de rencillas domésticas y negociados ubicables en la portada de un periódico o en los titulares de un noticiero, y lo que es aún peor, parecen empeñados en hacerle creer a la sociedad que el poder y el futuro tienen solo esa cara.

El gobierno de Mauricio Macri, dice el Nobel Pérez Esquivel, "no se ha caracterizado por la defensa de los derechos humanos". Y hoy ataca a Telesur, como mañana, seguramente, atacará Mercosur, Unasur, Celac, como se lo exigen sus patrocinadores (ellos leerán sponsors).

Telesur, de la utopía a la realidad

Telesur fue uno de los proyectos más importantes en la última década en América Latina y el Caribe: constituye la primera tentativa seria de liberación audiovisual y de descolonización mediática, quizá no solo en América latina. Surgió como un proyecto estratégico orientado a contrarrestar el mensaje hegemónico del Norte mediante la creación de un canal multiestatal latinoamericano.

La idea era cristalizar aquel sueño acariciado durante años por periodistas y trabajadores de la cultura de la región, de ofrecer la imagen y la voz de América Latina a todo el mundo, y, a la vez, ver el mundo desde una perspectiva propia.
Por primera vez se gestaba un espacio público multiestatal en televisión para difundir una realidad latinoamericana que era, en buena medida, invisibilizada, ocultada, ninguneada o minimizada por los grandes medios de comunicación de los países desarrollados e incluso por los medios comerciales de la región. Como señal alternativa (al mensaje hegemónico) nuevos actores se fueron sumando a la pantalla, y aquellos que durante muchos años no habían tenido voz ni imagen comenzaron a informar y ser informados.

Una de las ideas fundadoras es que Telesur pudiera tender puentes entre los pueblos del continente. Como decía un documento del canal: Vernos es conocernos, conocernos es respetarnos, respetarnos es aprender a querernos, y querernos es el primer paso para integrarnos. Si la integración es el propósito, Telesur es el medio.

Telesur no trataba de hacer una CNN latinoamericana o de izquierda sino de revolucionar la televisión, con rigor periodístico, veracidad, calidad y entretenimiento, información y formación de ciudadanía. Y,  junto al proyecto de la televisora, transitaba otro que considero más importante: la Factoría Latinoamericana de Contenidos, que garantizara contenidos nuevos, -que partieran de la premisa de vernos con nuestros propios ojos- para Telesur y todas las televisoras que fueran surgiendo.

Telesur demostró que sí se podía hacer una televisora de alcance masivo, que mostrara nuestra idiosincracia, nuestras realidades, nuestras  luchas, nuestros anhelos. Que nos mostrara tal cual somos, en toda la inmensidad de la diversidad étnica y cultural, en toda la pluralidad de la región. Lamentablemente el alcance de Telesur estuvo limitado por ser un canal satelital y haber optado por ser una señal eminentemente informativa.

Quien más debió adaptarse a estos mensajes alternativos (a los hegemónicos), fue CNN en español, que después de 10 años de ocultamiento e invisibilización de negros, indios y movimientos sociales, debió comenzar en 2005 a cambiar su agenda, porque dejaba de ser el transmisor del mensaje único (cubrió la ceremonia indígena de asunción presidencial de Evo Morales, no pudo ignorar los golpes de estado en Honduras ni Paraguay, etc, etc) .

Macri puede irse, claro

En el otro tema: el gobierno argentino puede (está en su derecho de) salirse de cualquier convenio, atendiendo a las cláusulas de éste. Quizá deba pagar deudas, antes de lograrlo. La que no podrá pagar jamás es la que dejaría (permítame el condicional ya que no hay decisión formal alguna) con la ciudadanía argentina, conculcándole otro derecho: a la información. Siempre habrá una forma de ver Telesur, sobre todo si Macri y compañía no lo quieren.

Hace once años, cuando pusimos en marcha Telesur, eran por demás escasas las posibilidades de que el pensamiento crítico, las ideas progresistas, las luchas de nuestras pueblos, nuestra memoria histórica, nuestra idiosincrasia, nuestra gente, tuviera espacios en los medios. Quizá gracias a estos medios y al colonialismo cultural, nuestros pueblos tenían su autoestima por el suelo.

La utopía permitió avanzar hacia una realidad consolidada. Y desde el comienzo, la derecha erró su percepción. Telesur no es un canal, no es una señal. Telesur es la lucha por la dignidad, la equidad y la justicia social, por la democracia participativa, por la conversión del habitante en sujeto político. Telesur somos todos, y así se lo está demostrando toda la región  a estos gobernantes argentinos.

Aram Aharonian, Creador y fundador de Telesur. Primer director de la emisora (2005-2008).


vìa:http://rebelion.org/noticia.php?id=210610

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